Crítica: Encontro Explosivo

Encontro Explosivo

Encontro Explosivo era esperado como o retorno triunfal de Cruise ao topo das bilheterias norte-americanas depois das recepções mornas de Missão Impossível III (2006), Leões e Cordeiros (2007) e Operação Valquíria (2008). Infelizmente, o filme naufragou nos EUA (a bilheteria final não deve ultrapassar U$ 80 milhões) e tudo indica que o prestígio de Tom está mais abalado do que ele imagina, depois das presepadas no programa da Oprah e as declarações polêmicas sobre a Cientologia. Os produtores agora apostam no carisma dos protagonistas no mercado internacional. Aliás, este é o motivo dos atores terem participado de estreias mundo afora (inclusive no Brasil), o que só acontece quando algo vai mal na terra do tio Sam.

A produção caprichou nas locações internacionais (Áustria, Jamaica, Espanha, EUA), investiu em efeitos visuais, chamou um diretor razoável (James Mangold de Johnny & June) e escalou dois grandes astros, Tom Cruise e Cameron Diaz. Só esqueceu de um detalhe: o roteiro! O trabalho do estreante Patrick O’Neill é tão cheio de furos que mais parece um queijo suiço.

Ethan Hunt, quer dizer, Roy Miller (Tom Cruise) é um super-agente secreto em fuga com uma importante descoberta científica. O objeto é cobiçado pelo governo dos Estados Unidos, que enviou o agente Fitzgerald (Peter Sarsgaard) para obtê-lo, e Antonio (Jordi Mollà), um perigoso bandido espanhol. No aeroporto, Miller usa a loira June Havens (Cameron Diaz) para passar o artefato pela alfândega. June, que está viajando para o casamento de sua irmã em Boston, não imagina que aquele vôo vai mudar sua vida de ponta cabeça.

A partir daí, os dois se aventuram numa corrida alucinada pelo mundo, em meio a um emaranhado de traições, fugas arriscadas e identidades falsas. Assim como a brincadeira do título original (Knight & Day é um trocadilho entre Cavaleiro, Dia e Noite), um faz contraponto ao outro, teoricamente na medida certa para agradar ao público. Enquanto Cruise se esforça para fazer um tipo ainda galã, Cameron mais uma vez interpreta a bela mulher atrapalhada, papel que sempre lhe caiu como uma luva. Ou seja, nada de novo para os atores nem para o espectador.

A Fox desperdiçou U$ 117 milhões de dólares nesta tolice reciclada que não convence como ação nem como comédia romântica: apesar da sintonia entre a dupla central, não há humor e muito menos amor. E se o objetivo do longa era ser uma sátira aos filmes de aventura a la James Bond, acaba cansando pela insistente repetição de carros explodindo, tiroteios onde os bandidos são péssimos de mira e o mocinho Tom de sempre, mesmo desarmado, acaba matando todos os seus inimigos sem dificuldade.

Comparado com os blockbusters que saíram em 2010 até agora, o filme fica acima da média. Se você nunca assistiu a Missão Impossível, A Trilogia Bourne, True Lies ou Sr. & Sra Smith, Encontro Explosivo é um ótimo programa (desde que você ache engraçado ver gente caindo morta que nem mosca ou sendo atropelada ou jogada pelos ares). Por via das dúvidas, lembre-se de desligar o cérebro na entrada do cinema.

(2.5/5)
Encontro Explosivo (Knight and Day)
Estados Unidos, 2010 – 109 min.
Direção: James Mangold. Roteiro: Patrick O’Neill.
Elenco: Tom Cruise, Cameron Diaz, Peter Sarsgaard, Viola Davis, Paul Dano, Maggie Grace.

  • É, a idéia de deixar o cérebro em casa não é mal. hehe. Mas, dei risadas com as trapalhadas ridículas de Cameron Diaz. Quanto ao galã Tom Cruise, o rapaz já está velho para essas coisas. Ele devia procurar papéis que pudessem exigir um pouco mais dele, como foi Magnólia, onde estava muito bem.

  • Não achei tão ruim não, é bem divertido. Sem mais!

  • É uma quase bomba. Apesar dos pesares, tem alguns momentos de diversão.

  • oliveira

    cara nao brinadeira eu dormi no filme nao via a hora de terminar e uma bosta

  • Pode ser coincidência mas,Roy Miller também é o nome do Matt Damon em Zona Verde.Teria sido isso uma paródia?

  • Quanto ao filme, eu admito que o acho bacaninha.Os dialogos entre os protagonistas são cafajestes mas divertidos,as cenas de ação são boas e os atores apesar de estarem em sua zona de conforto estão divertidos.Um filme como esse tem a funcão de divertir e,pelo menos eu me diverti.