Crítica: A Epidemia


A Epidemia
A Epidemia (The Crazies) é a refilmagem de um longa homônimo de 1973, realizado pelo mestre George A. Romero e lançado por aqui com o título de Exército do Extermínio. Romero, comumente chamado de “pai dos zumbis” – apesar da primeira obra sobre o tema, White Zombie, com Bela Lugosi, ser de 1932 – introduziu o subgênero em 1968, com A Noite dos Mortos-Vivos, surpreendendo e hipnotizando o público com suas criaturas decrépitas e adoravelmente fascinantes.

O fato é que não se fazem mais filmes de zumbis como outrora. Nos dias de hoje, com o advento do videoclip, os mortos-vivos (ou seriam vivos-mortos?) estão cada vez mais frenéticos: pulam, correm, voam, resolvem equações logarítmicas (vide o recente Zumbilândia). É bem verdade, contudo, que eles não são os mais prejudicados por essa expropriação – os vampiros que brilham e os lobisomens sem pelos que o digam. Neste ponto ao menos, A Epidemia mantém a concepção de zumbis intacta, até porque não se trata de mortos-vivos propriamente ditos, e o maior monstro da película é de fato o governo dos EUA.

A premissa simples não se difere das trocentas fitas sobre o tema que se vêem por aí: Na pequena cidade de Ogden Marsh, no estado de Iowa, os habitantes se tornam insanos com um incontrolável desejo de matar depois que um acidente de avião espalha uma arma biológica no local. Quando o caos é estabelecido, uma equipe de contenção do exército é enviada para “resolver” o problema.

A dupla de protagonistas formada pelo Xerife David (Timothy Olyphant, Duro de Matar 4.0) e sua esposa médica Judy (Radha Mitchell, Terror em Silent Hill) são moradores do lugar que precisam encontrar uma maneira de escapar dos militares, evitar os doentes assassinos, a contaminação e sair da cidade já propriamente isolada antes daquela famosa bomba atômica explodir e mandar tudo pelos ares.

Se no quesito originalidade A Epidemia passa longe, ao menos a trama é contada sem rodeios e não menospreza a inteligência do espectador. O diretor Breck Eisner (Sahara) consegue escapar das muitas armadilhas do gênero, manter a tensão por consideráveis partes do filme e faz funcionar o ritmo da narrativa bem até demais para um remake fajuto. Equilibrando pontos fortes e fracos, esta manufatura hollywoodiana pré-planejada até que serve como entretenimento passageiro. Não vale um ingresso de cinema, mas é boa opção no seu DVD ou Blu-Ray.

(2.5/5)
A Epidemia (The Crazies)
Estados Unidos 2010 – 101 min.
Direção: Breck Eisner. | Roteiro: Scott Kosar e Ray Wright.
Elenco: Timothy Olyphant, Radha Mitchell, Joe Anderson, Danielle Panabaker, Preston Bailey.

  • fatima

    Um texto tão bem escrito que me levou a reflexões sobre o mundo… "a aniquilação do espaço pelo tempo" . Valeu!

  • João

    Esse filme me lembrou o Resident Evil…. A ação parece ser legal, mas o roteiro sem originalidade. Assistiria só por gostar de filmes de zumbi hehehhehehehe

  • Eduardo

    Mais um remake?! Nããããããããããããããããããããããão!

    Cara, essa safra de remakes ta passando dos limites, na boa. Cadê a criatividade? Os americanos perderam a criatividade e estão apelando para remakes. Lamentável isso.

    E nessa safra de remakes, parece até que o Rob Zombie vai refilmar o Brinquedo Assassino e o A Bolha Assassina. Estamos perdidos!

    Não to muito a fim de assistir esse remake não, vou tentar assistir o original, primeiro. Mas enfim, o original é bom?

    • Vi o original nos anos 80, então sou suspeito para falar. Mas, considerando a filmografia de Romero, fica abaixo da Trilogia dos Mortos-Vivos.

  • geovani

    esse foi o melhor remake do ano, bem atuado, nem tanto terror, mas um drama envolvente. Muito bom

  • vanessa vasconcelos

    adorei pra caralhooooooooo.remake perfeito,quem nao gostou nao sabe o que e filme bom . ta legal que nao e muito original, mas surpreende e consegue manter o expectador ligado ate o film . enfim fodaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.