O Oscar e A Framboesa
Finalmente foi divulgada a lista com os indicados ao Oscar deste ano. Avatar e Guerra ao Terror lideram as indicações com nove cada um. Preciosa concorre em seis categorias.
O temido prêmio Framboesa de Ouro, que ao contrário do Oscar, premia os piores filmes do ano, também divulgou sua lista para edição 2010. Lua Nova, Transformers 2 e Maluca Paixão são os destaques deste ano. Sandra Bullock que concorre ao Fambroesa de Pior Atriz por este último, concorre também ao Oscar de Melhor Atriz por Um Sonho Possível. Confiram abaixo as principais categorias:
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Melhor Filme
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Pior Filme
Ano que vem o Framboesa de Ouro também terá 10 indicações. |
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Melhor Diretor
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Pior Diretor
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Melhor Roteiro Original
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Pior Roteiro
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Melhor Roteiro Adaptado
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Pior Remake, Cópia ou Sequência
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Melhor Ator
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Pior Ator
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Melhor Atriz
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Pior Atriz
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Melhor Ator Coadjuvante
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Pior Ator Coadjuvante
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Melhor Atriz Coadjuvante
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Pior Atriz Coadjuvante
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Melhor Fotografia
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Pior Filme da Década
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Melhor Animação
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Pior Ator da Década
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Melhor Filme Estrangeiro
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Pior Atriz da Década
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Prepare-se para a última temporada de “Lost”
Começa hoje nos EUA, a sexta e última temporada de Lost. A série fenômeno criada por J. J. Abrams, Jeffrey Lieber e Damon Lindelof chega ao final cercada de expectativas. Para deixar os fãs mais ansiosos, os produtores Lindelof e Carlton Cuse anunciaram que revelações e respostas sobre os mistérios do programa aconteceram logo nos primeiros episódios. É bom mesmo. Lost, que em 2004-2005 obteve cerca de 16 milhões de expectadores gringos, viu este número cair a cada nova temporada. O quinto ano exibido em 2009, encerrou com 10 milhões em média.
Seguindo a série de vídeos que rapidamente se viraliza pela Internet, a rede ABC divulgou uma recapitulação em 8 minutos e 15 segundos do que aconteceu de mais importante nas cinco primeiras temporadas da série, preparando o terreno para o grand finale. A duração do video, faz menção ao número do vôo da Oceanic que ia de Sidney para Los Angeles e que caiu na misteriosa ilha. Assista:
Não é a primeira vez que eles fazem isso, mas continua sendo divertido rever cenas em um clipe rápido e narrado por uma locutora em altíssima velocidade, mas que mesmo assim tenta dar alguma emoção ao que está contando. Em outra novidade interessante sobre o seriado, um fã editou, no melhor estilo 24 Horas, a queda do avião. Confira:
Os fãs brasileiros que acompanham a série pela TV paga não serão vítimas dos amigos estraga-prazeres que fazem downloads pela internet. O canal AXN anunciou que a última temporada de Lost estreia na próxima terça-feira, 09 de fevereiro e será sempre exibida com apenas uma semana de diferença em relação aos Estados Unidos.
Crítica: Invictus

Invictus é o nome de um belíssimo poema do inglês William Ernest Henley, escrito em 1985 e constantemente recitado por Nelson Mandela enquanto preso em Robben Island (prisão sul-africana) para manter a sanidade e a esperança.
A história, é uma adaptação do elogiado livro “Conquistando o Inimigo” (The Human Factor: Nelson Mandela and The Game That Changed The World), escrito pelo jornalista britânico John Carlin. O fato verídico, ocorrido 15 anos atrás, se parece tanto com a trama de um filme edificante que o diretor Clint Eastwood só teve o trabalho de encená-lo. Residem aí, porém, tanto os méritos quanto os defeitos do longa.
Em 1995, o recente eleito presidente, Nelson Mandela (Morgan Freeman) tinha consciência que a África do Sul continuava sendo um país racista e economicamente dividido. Livre do apartheid há apenas cinco anos, a população africana dava sinais de um revanchismo contra a minoria branca. Para diminuir essa diferença e provar aos brancos que não haveria retaliação, Mandela viu uma grande oportunidade no rugby, esporte praticado no país.
Com a proximidade da Copa do Mundo que seria disputada por lá, o presidente procurou se aproximar do jovem capitão da seleção, Francois Pienaar (Matt Damon). O objetivo era encorajar os jogadores de rubgy e fazer com que o Springbroks tivesse chances reais de ganhar o torneio. Até hoje um abismo social e linguístico ainda separa brancos e negros, mas essa brilhante manobra política encontrada por Mandela na ocasião, permitiu que a África do Sul se unisse - mesmo que momentaneamente - e prosperasse.
O filme tenta ser pungente e tocante, mas os seus personagens carecem de “alma”. Ator indicado pelo próprio Mandela para vivê-lo no cinema, Morgan Freeman reproduz os trejeitos do presidente sul-africano com muita perfeição. A boa atuação, no entanto, sai prejudicada pelo roteiro morno adaptado por Anthony Peckham. O longa tem algumas sequências vibrantes mas no geral não decola, sempre se escorando na trilha sonora e frases de efeito disparadas de 10 em 10 minutos para acentuar o drama.
Apesar de não tem a força de Gran Torino nem a carga emocional de Menina de Ouro, Clint é Clint, e mesmo que desta vez não tenha conseguindo sair do drama convencional, o seu Invictus merece ser visto e apreciado ao menos como espetáculo cinematográfico que é.
Invictus (Invictus)
EUA 2009 - 133 min.
Direção: Clint Eastwood. Roteiro: Anthony Peckham.
Elenco: Morgan Freeman, Matt Damon, Tony Kgoroge, Patrick Mofokeng, Matt Stern, Julian Lewis Jones.
Crítica: Zumbilândia

Quando George Romero lançou o seu A Noite dos Mortos-Vivos em 1968, jamais imaginou que estaria criando um sub-gênero cinematográfico que seria copiado e reciclado a exaustão. Diferente dos filmes de zumbis modernos, os longas do cineasta traziam interessantes paralelismos sociológicos através das desprezíveis criaturas. Ainda assim, algumas produções atuais surpreendem. É o caso de Zumbilândia, comédia descerebrada que consegue harmonizar inteligentemente o sadismo da violência com a extravagância do humor.
A trama não prima pela originalidade mas pelo menos não perde tempo tentando explicar como a população mundial foi transformada em mortos-vivos, partindo logo para a ação. Logo no início, de forma muito original, somos apresentados a Columbus (Jess Eisenberg), um jovem introvertido que, graças a um conjunto de regras básicas de sobrevivência criadas por ele mesmo, tem conseguido sobreviver num mundo povoado por zumbis. Essas regras – e variações delas - servem para ilustrar situações do começo ao fim, de forma muito engraçada.
Certo dia, a beira da estrada ele conhece Tallahassee (Woody Harelson), o estereótipo do machão pós-apocalíptico, que adora matar os comedores de cerébro das maneiras mais grotescas possíveis. Esta dupla improvável junta-se mais tarde a Wichita e Little Rock (Emma Stone e Abigail Breslin), duas lindas irmãs que não confiam em ninguém e vivem de dar golpes nos outros. E sobreviver em um ambiente infestado de zumbis famintos é a única missão deles.
As fantásticas sequências sanguinárias de Zumbilândia são um espetáculo de crueldade a parte. Cortes rápidos, cenas aceleradas se mesclando com cenas em câmera lenta…tudo muito sádico bem ao gosto da geração MTV. O diretor novato Ruben Fleischer não tem medo de brincar com os elementos do trash, assim como Shawn Of The Dead e Fido também fizeram brilhantemente.
Se você curte filmes de horror, Zumbilândia é um prato cheio. Mas não vá assistir ao longa esperando encontrar sub-leituras. A fita não traz nenhuma crítica social implícita como nas obras de Romero. Trata-se de uma comédia de humor negro pura e simples, cujo único objetivo é fazer rir tirando sarro dos clichês do gênero. Só a participação do “ghostbuster” Bill Murray já vale o ingresso.
Zumbilândia (Zombieland)
EUA 2009 - 88 min.
Direção: Ruben Fleischer. Roteiro: Rhett Reese & Paul Wernick.
Elenco: Jesse Eisenberg, Woody Harelson, Emma Stone, Abigail Breslin, Amber Heard, Bill Murray.
Zumbifique-se você também!
A Sony Pictures resolveu entrar na onda de “softwares temáticos” e disponibilizou uma ferramenta para que você possa se transformar num morto-vivo sem a necessidade de ser contaminado por um vírus mortal, ou ser mordido por um zumbi faminto.
Através do website Zombify Yourself você pode acrescentar hematomas, cortes, cicatrizes, sangue, olhos esbugalhados e dentes cadavéricos as suas fotografias pessoais e enviar para seus conhecidos do twitter, facebook ou orkut. Apesar de estar em inglês, a ferramenta é bastante intuitiva e fácil de usar.
O hot-site foi criado para promover o longa Zumbilândia (Zombieland) que estreia amanhã, 29 de janeiro, nos cinemas nacionais. Experimente, o resultado é bem divertido como você pode conferir aqui ao lado.
“Avatar” afunda “Titanic” nas bilheterias
A 20th Century Fox informou que o épico de ficção científica Avatar fez em 40 dias de exibição, 1.858.866.889 dólares em bilheteria mundial, superando os 1.843.201.268 dólares de Titanic, líder do ranking desde 1997, que precisou de dez meses em cartaz para atingir sua arrecadação bilionária.
Foram divulgadas também algumas das bilheterias pelo mundo até este fim de semana: US$ 124,8 milhões na França, US$ 95,8 milhões na Alemanha, US$ 93,2 milhões no Reino Unido, US$ 79,7 milhões na Coreia do Sul, US$ 77,7 milhões no Japão, US$ 77 milhões na Austrália, US$ 76 milhões na Espanha e R$ 67,4 milhões no Brasil, onde já foi visto por mais de 6 milhões de espectadores.
Vale lembrar que os números de bilheteria empregados para esse tipo de tabela em Hollywood não são corrigidos pela inflação e não levam em consideração o público, apenas a arrecadação. A quantidade de pessoas que foi aos cinemas assistir a Avatar - ainda que não tenha sido divulgada - deve ser sensivelmente menor que a do drama de naufrágio.
Outro fator que ajudou o filme a alcançar esta marca rapidamente é o valor dos ingressos de cinemas 3-D e IMAX, bem mais caros. Na terra do Tio Sam, o longa ainda está em segundo, com 555 milhões de dólares arrecadados, mas deve quebrar o recorde de 600 milhões de Titanic até o final da primeira semana de fevereiro, quando saem as indicações para o Oscar.
Se ajustada pela inflação, a lista segue com …E o Vento Levou (Gone with the Wind, 1939) no topo, seguido por Star Wars (1977) e A Noviça Rebelde (The Sound of Music, 1965).
Do ponto de vista de Hollywood, realizar a avaliação dessa maneira é favorável para a indústria, pois mantém a comparação entre filmes mais próxima à realidade atual. Em 1939 quase não havia televisores e em 1977 os videogames eram um mídia nascente. Já o VHS só foi difundido na década de 1980… Ou seja, o fato de Avatar ter levado tanta gente aos cinemas hoje em dia é mesmo um feito a ser celebrado pela indústria e prova de que a prometida imersão 3-D de James Cameron é uma realidade.
Fonte: Omelete, Cineclick
Crítica: Amor Sem Escalas

Não se deixe enganar pelo infeliz título nacional, Amor Sem Escalas não é uma comédia romântica. Adaptação para as telas do livro homônimo de Walter Kirn, escrito em 2001, o filme é uma bomba reflexiva e retrata uma realidade cada vez mais praticada nestes tempos de exigências e aspirações profissionais: de solidão, relacionamentos superficiais e ausência de raízes.
Ryan Bingham (George Clooney) é um Conselheiro de Transições de Carreira, sujeito que trabalha para uma empresa cujo serviço consiste em viajar pelo país demitindo funcionários em nome de outras companhias sem coragem para fazê-lo. Ele é o cara que vai chegar sem ser anunciado, se sentar numa sala reservada e começar a chamar as pessoas que serão dispensadas. As reações, claro, vão do choro ao desespero, passando por gritarias e ameaças de morte.
Em suas poucas horas vagas, Bingham dá palestras motivacionais fazendo apologia ao desapego de tudo que, segundo ele, são “amarras invisíveis” que prendem o ser humano e o impedem de evoluir. Entre as coisas que julga descartáveis estão nossos parentes, relacionamentos e memórias afetivas. O trabalho obriga Ryan a praticamente morar em hotéis e estar cada dia em um lugar diferente, coisa que o faz com grande prazer. O unico objetivo de sua vida é conseguir acumular 10 milhões de milhas e, assim, ser a sétima pessoa no mundo a obter um cartão ultra vip.
A flying-way-of-life do protagonista começa a mudar de rumo quando ele conhece duas mulheres. A primeira, Alex (Vera Farmiga), é uma versão de saias do próprio Bingham, mulher de negócios independente, desprendida, sexy e também adepta a relacionamentos efêmeros que duram até a hora da decolagem do próximo avião. A segunda é Natalie (Anna Kendrick), uma jovem recém-saída da faculdade que criou um sistema de videoconferência que possibilita demitir pessoas à distância. Uma vez provado que Natalie ainda não está totalmente preparada, Ryan ganha a missão de levá-la a tira-colo e ensinar-lhe seu ofício. Convivendo com as duas, ele terá a oportunidade de rever seus valores e sua inaptidão para relações interpessoais.
A escolha de George Clooney para viver Ryan Bingham caiu como uma luva. O ator é um solteirão convicto, apostou com as colegas de profissão Michelle Pffeifer e Julia Roberts que não se casaria antes dos 50 anos. Clooney empreende charme, fragilidade e sarcasmo ao personagem. O sujeito é a personificação da vida atribulada, a corrida contra o relógio, a vontade de se estar em vários lugares e fazer muitas coisas ao mesmo tempo.
O diretor canadense Jason Reitman (Obrigado por Fumar, Juno) tem uma visão particular de mundo e se esforça para fazer algo autoral - sem ser transgressor - e ao mesmo tempo comercial. Talvez por isso, Amor Sem Escalas tenha um tom doce-amargo. Reitman não chega a condenar os ideais contemporâneos mas permite que o espectador julgue se suas prioridades estão satisfatoriamente organizadas, abrindo discussões sobre o estilo de vida que buscamos e do que estamos abdicando para tê-lo.
Amor Sem Escalas (Up In The Air)
EUA 2009 - 109 min.
Direção: Jason Reitman. Roteiro: Jason Reitman e Sheldon Turner.
Elenco: George Clooney, Vera Farmiga, Anna Kendrick, Jason Bateman, J.K. Simmons, Danny McBride.
Diário de Um Banana
Ultrapassar a vendagem de grandes best-sellers, como Harry Potter e A Menina que Roubava Livros, é um resultado para poucas obras literárias. Para os quadrinhos, então, é algo quase inatingível. No entanto, como a lógica nem sempre se consagra como “dona da razão”, o diferente e, de certo modo, inovador Diário de Um Banana (Diary Of A Wimpy Kid), de Jeff Kinney, realizou tal façanha, figurando por um ano na lista dos mais vendidos do New York Times.
Numa mistura entre texto e desenhos, fugindo do padrão convencional da literatura e dos quadrinhos, a obra narra os conflitos, angústias, desejos e atitudes de Greg Heffley, um pré-adolescente de 11 anos, que conta em seu diário os desafios de lidar com sua família desajustada, enfrentar os valentões da escola e sobreviver ao ensino fundamental. As maneiras peculiares que Greg encontra para lidar com seus problemas e conquistar sua popularidade no colégio ajudaram a fazer o sucesso da HQ, indicada ao Harvey Awards 2008 (o Oscar dos Quadrinhos).
Agora, a obra de Kinney vai tentar a sorte no cinema. A adaptação ganhou o seu primeiro trailer e parece cartunesco na medida certa. Confira:
Greg é interpretado pelo ator mirim Zachary Gordon. Steve Zahn e Rachel Harris serão seus pais. Chloe Moretz (Kick-Ass) também está no elenco. O filme acompanhará um ano escolar do garoto. O roteiro foi adaptado por Jeff Filgo & Jackie Filgo e Jeff Judah & Gabe Sachs. A direção é de Thor Freudenthal (Um Hotel Bom Pra Cachorro).
Diário de um Banana estreia nos EUA em 2 de abril. Por aqui, ainda não há previsão. O livro já foi publicado no Brasil e encontra-se a venda no Submarino. Clique aqui para comprar.





