“Vampires Suck” campeão de audiência!

A comédia Os Vampiros que se Mordam (Vampires Suck), só estreou nos cinemas gringos no dia 18 de agosto mas já é um campeão de audiência desde o mês passado. Isso mesmo, você não leu errado. Uma cópia inacabada do longa vazou na internet e, de acordo com o site Torrent Freak, já foram mais de 120 mil downloads.

Em março de 2009, a mesma Fox foi mordida quando uma cópia de X-Men Origens: Wolverine caiu na grande rede, um mês antes de chegar aos cinemas. Relatos sugerem que mais de um milhão de pessoas viram a cópia workprint. O incidente atraiu atenção nacional, cabeças rolaram na administração da Fox (pelo visto, ainda faltam outras) e eventualmente um golpe na empresa. Apesar da confusão, nunca ficou claro exatamente como o filme inacabado foi parar na internet (também não ficou claro o quanto a pirataria influenciou na vendagem de ingressos).

Agora enfrentando um novo vazamento, o departamento jurídico do estúdio da raposa ficou discretamente mais agressivo, mandando notificações para sites de downloads e o Google. Eles provavelmente querem evitar o destino da paródia de 2004, Soul Plane, que acabou gerando uma investigação do FBI depois que versões piratas inundaram o mercado negro semanas antes da estreia. O longa é eventualmente citado como um dos primeiros filmes de Hollywood a sofrer o impacto da pirataria digital.

Algo semelhante aconteceu com o nacional Tropa de Elite em 2007. O filme ganhou enorme repercussão depois que cópias piratas passaram a circular entre camelôs e downloaders antes do lançamento nos cinemas. Na época, houve até quem pensasse que o vazamento havia sido proposital, uma jogada de marketing inovadora para promover a obra.

Vampires Suck é dirigido por Jason Friedberg e Aaron Seltzer, os mesmos responsáveis pelas paródias Espartalhões, Todo Mundo em Pânico e Superheróis - A Liga da Injustiça. Desta vez, a dupla tira sarro da Saga Crepúsculo e outras fitas de vampiros. Assista abaixo o trailer desta bobagem que chega aos cinemas brazucas no dia 1º de outubro:

Fontes: UOL Cinema / Pipoca Moderna

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“A Gruta”: horror interativo made in Brazil

Na sexta, publiquei um artigo sobre Last Call, o autoproclamado primeiro horror interativo. Ledo engano. Marcel Plasse, editor do site de cinema Pipoca Moderna, enviou-me um email informando que aqui no Brasil algo semelhante já foi feito. E muito antes.

Trata-se de A Gruta, um filme-jogo dirigido por Filipe Gontijo, apresentado ao público pela primeira vez durante o Festival de Brasília em 2008. A produção permite a participação dos espectadores através de um controle remoto. Dependendo das escolhas feitas, o filme pode ter até 11 finais diferentes e durar de 5 a 40 minutos.

O publicitário e videomaker Gontijo, que venceu o prêmio de melhor direção no Festival de Brasília em 2006 com o curta A Volta do Candango, utilizou os mesmos dispositivos usados em programas de auditórios. A ideia surgiu como um game para PC e evoluiu para um “filme-jogo”, seguindo os princípios dos RPGs (Role Playing Games).

Menu de A GrutaDiferente do alemão Last Call onde comandos de voz acionam as cenas correspondentes, em A Gruta, um menu aparece na tela a cada cinco minutos, permitindo que todo o público vote nos rumos para a história.

O suspense brasiliense, que traz referências do horror clássico O Massacre da Serra Elétrica (1974), foi inspirado no caso verídico que estarreceu o Distrito Federal em 2004, quando um homem assassinou seus patrões em Vargem Bonita (DF), alegando que o casal para quem trabalhava estava “possuído”.

A trama conta a história de Luiza (Poliana Pieratti) e Tomás (Carlos Henrique), um jovem casal que decide passar uns dias na fazenda da família da garota, onde vive um estranho caseiro Tião (André Deca). A harmonia acaba quando eles encontram um filhote de porco na gruta da fazenda. A partir daí, muitas coisas estranhas começam a acontecer.

O média-metragem interativo já foi exibido em diversos festivais de cinema pelo país e você pode experimentá-lo através do Youtube:

Fontes: HojeSoAmanha / UOL Cinema

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“Last Call”, filme de horror interativo

Uma empresa européia investiu numa ideia revolucionária que promete subverter a forma de se assistir a um filme nos cinemas. Last Call, alegadamente o primeiro longa de terror interativo, vai permitir que você passe de um simples espectador para coadjuvante direto.

A ideia funciona da seguinte forma: Antes de cada sessão do filme são distribuídos flyers pedindo aos espectadores que informem o número de seus celulares. Esses números são enviados para um banco de dados telefônico que sorteia aleatoriamente alguém da platéia. O escolhido interage com a protagonista através de um software de reconhecimento de voz e pode interferir no enredo do longa.

A tarefa do espectador sortudo (ou azarado?) é ajudar a personagem encontrar o melhor caminho para se livrar de um perigoso serial killer que a persegue dentro de um sanatório aterrorizante. “Direita!”, “Esquerda!”, “Desça a escada!”. As respostas transformam-se em comandos que selecionam cenas distintas. Assim, o mesmo filme pode ter diferentes finais, dependendo de quem atender o telefone.

A iniciativa é do 13t Street, um canal de TV especializado em filmes de horror pertencente ao grupo NBC que atua na França, Espanha e Alemanha. A atrativa experiência foi registrada na terra do xucrute e os sustos são garantidos. Veja aqui:

A campanha de publicidade é uma criação da Jung von Matt, com produção da Film Deluxe. Essa ação foi premiada no Festival de Cannes 2010 com o Leão de Bronze na categoria Cyber – Mobile Advertising.

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Crítica: A Epidemia

A Epidemia (The Crazies) é a refilmagem de um longa homônimo de 1973, realizado pelo mestre George A. Romero e lançado por aqui com o título de Exército do Extermínio. Romero, comumente chamado de “pai dos zumbis” - apesar da primeira obra sobre o tema, White Zombie, com Bela Lugosi, ser de 1932 - introduziu o subgênero em 1968, com A Noite dos Mortos-Vivos, surpreendendo e hipnotizando o público com suas criaturas decrépitas e adoravelmente fascinantes.

O fato é que não se fazem mais filmes de zumbis como antigamente. Nos dias de hoje, com o advento do videoclip e a aniquilação do espaço pelo tempo, os mortos-vivos (ou seriam vivos-mortos?) estão cada vez mais frenéticos: pulam, correm, voam, resolvem equações logarítmicas (vide o recente Zumbilândia). É bem verdade, contudo, que eles não são os mais prejudicados por essa expropriação - os vampiros que brilham e os lobisomens sem pêlos que o digam. Neste ponto ao menos, A Epidemia mantém a concepção de zumbis intacta, até porque não se trata de mortos-vivos propriamente ditos, e o maior monstro da película é de fato o governo dos EUA.

A premissa simples não se difere das trocentas fitas sobre o tema que se vêem por aí: Na pequena cidade de Ogden Marsh, no estado de Iowa, os habitantes se tornam insanos com um incotrolável desejo de matar depois que um acidente de avião espalha uma arma biológica no local. Quando o caos é estabelecido, uma equipe de contenção do exército é enviada para “resolver” o problema.

A dupla de protagonistas formada pelo Xerife David (Timothy Olyphant, Duro de Matar 4.0) e sua esposa médica Judy (Radha Mitchell, Terror em Silent Hill) são moradores do lugar que precisam encontrar uma maneira de escapar dos militares, evitar os doentes assassinos, a contaminação e sair da cidade já propriamente isolada antes daquela famosa bomba atômica explodir e mandar tudo pelos ares.

Se no quesito originalidade A Epidemia passa longe, ao menos a trama é contada sem rodeios e não menospreza a inteligência do espectador. O diretor Breck Eisner (Sahara) consegue escapar das muitas armadilhas do gênero, manter a tensão por consideráveis partes do filme e faz funcionar o ritmo da narrativa bem até demais para um remake fajuto. Equilibrando pontos fortes e fracos, esta manufatura hollywoodiana pré-planejada até que serve como entretenimento passageiro. Não vale um ingresso de cinema, mas é boa opção no seu DVD ou Blu-Ray.

A Epidemia (The Crazies)
Estados Unidos 2010 - 101 min.
Direção: Breck Eisner. Roteiro: Scott Kosar e Ray Wright.
Elenco: Timothy Olyphant, Radha Mitchell, Joe Anderson, Danielle Panabaker, Preston Bailey.

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“Monsters”: Outra sci-fi de invasão alienígena

E os aliens não param de chegar. Depois de Skyline, agora é a vez de Monsters ter o seu trailer divulgado. A ficção científica independente que recebeu críticas positivas na mostra paralela do Festival de Cinema de Cannes e arrancou aplausos dos fãs do gênero durante a exibição de trechos na Comic Con, será lançada em outubro nos EUA através do sistema “on demand”, o mesmo utilizado pelo horror Atividade Paranormal.

A história mostra a Terra seis anos após uma invasão alienígena. Os humanos enviaram ao espaço uma sonda procurando por vida extraterrestre que, ao retornar à Terra, queimou um buraco na atmosfera, na região da América Central. Aliens não demoram a aparecer e o México é declarado zona de quarentena. Nesse contexto, um jornalista (Scoot McNairy) precisa guiar em segurança a filha de seu chefe (Whitney Able) até a fronteira dos Estados Unidos. Assista:

Gareth Edwards dirigiu o longa de baixo orçamento - até a computação gráfica dos aliens foi feita por ele, que antes de assumir a posição de diretor trabalhava em efeitos visuais.

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Invasão Cibernética

A revista gringa Empire em mais uma brincadeira no seu site, sugeriu aos internautas que enviassem posters mashups com os robôs mais famosos do cinema como astros principais. Confira abaixo os resultados mais legais, estrelando T-800, R2D2, Johnny Five, O Homem de Lata, C3PO, Robocop e muitos Transformers:

Clique aqui para conferir todos os mashups no fórum da revista Empire.

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“Skyline”: Independence Day dos pobres?

Skyline nova ficção científica dos irmãos diretores Colin e Greg Strause (do fraquíssimo Alien Vs. Predador: Requiem), teve seu primeiro teaser divulgado na semana passada. A produção de baixo-orçamento que está sendo tratatada como o novo Distrito 9, pretendia apresentar seu trailer durante a Comic Con, mas a prévia não ficou pronta a tempo.

A história gira em torno de um grupo de amigos que, após uma festa em um arranha-céu de Los Angeles, descobre que uma força alienigena está abduzindo toda a população humana (de novo?). No início, luzes estranhas descem sobre a cidade assustando os moradores. Em seguida, aspiradores de pó gigantes surgem engolindo pessoas como se fossem poeira. Os sobreviventes devem lutar por suas vidas enquanto o mundo se desfaz em torno deles. Arno, Walita e Eletrolux mordam-se de inveja:

No elenco estão os pouco conhecidos Eric Balfour (The Spirit), Scottie Thompson (Star Trek) e David Zayas (Os Mercenários). Skyline chega aos cinemas dos EUA em 12 de novembro. No Brasil, em 26 de novembro.

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Crítica: Os Mercenários

Os anos 1980, marcados pela Guerra Fria e a era Reagan, foram o auge para figuras como Sylvester Stalone, Arnold Schwarzenegger, Chuck Norris, Van Damme, Dolph Lundgren e outros menos bombados que representavam o cinema comercial norte-americano com patriotismo embasado em truculência. Tudo muito coerente num país que sempre soube utilizar a força de sua sétima arte para finalidades políticas.

Neste sentido, filmes como Rambo (1982), Comando para Matar (1985), Stallone Cobra (1986), Inferno Vermelho (1988) e outros se tornaram meninas dos olhos dos estúdios, alçando seus protagonistas à altura de astros absolutos sinônimos de gordas bilheterias. Hoje, a imensa maioria destes atores vive em uma espécie de limbo, sempre tentando um retorno triunfal ao primeiro time – exceção feita a Bruce Willis que, com a saga Duro de Matar, já nos anos 1990, conseguiu permanecer no topo.

Nostálgicos de todo o mundo entraram em polvorosa quando saiu a noticia que Stallone iria “homenagear” este subgênero oitentista reunindo a trupe da pancadaria de outrora com alguns recentes astros do gênero. Infelizmente, o resultado, que poderia ter sido uma verdadeira ode ao cinemão brucutu, ficou um pouco aquém do que os fãs ansiaram por longos meses.

Os Mercenários conta a história de Barney Ross (Stallone) e sua turma de assassinos profissionais. Bem-sucedido em missões contra-terroristas em várias partes do mundo, o grupo é contratado pela CIA para derrubar o ditador (David Zayas, da série Dexter) de um país fictício da América Latina. Lá, eles conhecem a bela Sandra (Gisele Itié) e descobrem que o general está sendo financiado por um contrabandista norte-americano (Eric Roberts). Enquanto resolvem suas disputas internas, cabe à equipe de Ross, livrar a ilha da ameaça, devolvendo liberdade ao povo local.

Além do próprio Sly, fazem parte do elenco Jason Statham, Jet Li, Mickey Rourke e Dolph Lundgren (isso pra citar só os mais famosos). E ainda poderia ter outros, caso Wesley Snipes, Van Damme e Steven Seagal tivessem aceitado os convites que receberam para “atuar”. Sem dúvidas, a melhor participação - embora curtíssima - é a de Schwarzenegger, numa cena hilária com Stallone e Bruce Willis. O diálogo é cheio de ironias e a referência à vida política do governador da California é de chorar de rir. Aliás, o longa parece mais uma reunião de amigos musculosos indo pra academia do que propriamente um filme de ação.

O enredo de Os Mercenários tem a profundidade de um pires, Stallone demonstra inépcia na direção e alguns diálogos surgem forçados, beirando o rídiculo. Mas nada disto importa. Dentro da proposta a que The Expendables tem como objetivo, o filme cumpre o que promete. Prepare-se para muitas explosões, destruições e violência gráfica exageradas da forma mais old school que o cinema de ação pode apresentar, com armas rústicas para sujeitos idens.

Durante a divulgação da fita na San Diego Comic Con, Sly fez declarações absurdas sobre sua estadia no Brasil (parte da película foi rodada em Mangaratiba e no Parque Lage no Rio de Janeiro) o que causou revolta na imprensa brazuca. As abobrinhas disparadas pelo ator/diretor, assim como seu filme, não devem ser levadas à sério: Os Mercenários é diversão escapista, uma overdose de testosterona para ser assistida com aquela pipoca gordurosa afogada na manteiga e muito refrigerante.

Os Mercenários (The Expendables)
Estados Unidos 2010 - 103 min.
Direção: Sylvester Stallone. Roteiro: Dave Callaham e Sylvester Stallone.
Elenco: Sylvester Stallone, Jason Statham, Jet Li, Dolph Lundgren, Eric Roberts, Giselle Itié.

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