Você tem medo de espelhos?
Se você sofre de Eisoptrofobia (medo de espelhos) é melhor não assistir ao vídeo abaixo. O jovem americano Rich Juzwiak, publisher do blog Fourfour criou uma divertida compilação com cenas de diversos filmes onde o objeto predileto dos narcisistas aparece. Muito legal, e com chances de você não querer olhar para o seu espelho do banheiro hoje.
Você reconheceu todos? Aqui está a lista: Fantasma, A Profecia (2006) , Halloween II (2009), Tá Todo Mundo Morto, Um Lobisomem Americano em Londres, A Morte Convida Para Dançar, Halloween: H20, Ecos do Além, Jogos Mortais III, O Chamado (versões americana e japonesa), O Chamado 2 (versões americana e japonesa), Revelação, V de Vingança, Espelhos do Medo, Nem Tudo É O Que Parece, O Mistério de Candyman, O Grito (versões americana e japonesa), Chumbo Grosso, O Retorno, Desejo e Perigo, Alma Perdida, A Hora do Pesadelo 3, Água Negra, Metro, A Órfã, Vozes do Além.
Fonte: Fourfour Blog
Crítica: O Mensageiro

Vencedor do Urso de Prata de Melhor Roteiro e Prêmio da Paz em Berlim, O Mensageiro concorre ao Oscar nas categorias de Melhor Roteiro Original e Melhor Ator Coadjuvante. Assim como seu insensado colega Guerra ao Terror (que concorre a nove estatuetas), a obra do diretor e roteirista israelense Oren Moverman foge a cartilha patriótica dos filmes de guerra norte-americanos, mostrando uma nação em frangalhos, com militares cada vez mais perturbados.
A trama acompanha o jovem sargento Will Montgomery (Ben Foster, espetacular) que depois de ferir-se em combate, é mandado de volta para os EUA. Ele ainda tem ainda três meses de serviço e é remanejado para a “Divisão de Notificação de Falecimento de Militares no Front a Familiares”, tarefa tão árdua e estressante quanto encarar os sangrentos conflitos no Iraque.
Para enfrentar este trabalho doloroso, Will conta com um parceiro mais velho e mais experiente, o capitão Tony Stone (Woody Harrelson, expert em tipos problemáticos), um sujeito rígido em sua postura militar, endurecido pelo longo período desempenhando a função. Com pensamentos diferentes em relação a como lidar com os familiares dos mortos, eles aprenderão muita coisa um com o outro.
As cenas onde a dupla informa as famílias dos falecimentos são pesadíssimas. Em poucos minutos, eles entram de sopetão em vidas que desconhecem, trazendo uma notícia deprimente e saem em seguida da mesma maneira que entraram, subitamente. A reação dos notificados não interessa, Will e Tony não podem se ligar aos mundos dos quais se aproximam. De câmera na mão em tais cenas, Moverman dá tons ainda mais dramáticos a sua fita, contrastando a dor com a aparente imparcialidade dos militares.
É nessa grande bolha de nervos à flor da pele marcada pela guerra, que são inseridos os personagens - e nós, espectadores - do filme. A tensão só é quebrada quando os dois companheiros ficam mais amigos, protagonizando alguns minutos de descontração (o trecho em que Stone e Montgomery ficam bêbados é hilário), o que dá um refresco à sequência de cenas angustiantes.
O Mensageiro é um ótimo olhar sobre como a guerra dói mais quando está dentro de quem a presenciou. Um longa simples em sua execução, mas denso nos seus propósitos. Mérito para Oren Moverman que, além de saber o que e como enquadrar com sua versátil câmera, soube extrair do seu elenco principal performances extremamente realistas.
O Mensageiro (The Messenger)
EUA 2009 - 112 min.
Direção: Oren Moverman. Roteiro: Alessandro Camon e Oren Moverman.
Elenco: Ben Foster, Woody Harrelson, Samantha Morton, Jena Malone, Steve Buscemi, Eamonn Walker.
Crítica: Um Homem Sério

Desde O Grande Lebowski (1998) que eu não via tantos diálogos insólitos num único longa. Bem, este é um dos estilos peculiares dos irmãos Joel e Ethan Coen, produtores, roteiristas e diretores de Um Homem Sério (e também de Lebowski), que concorre ao Oscar deste ano nas categorias de Melhor Filme e Melhor Roteiro Original. Obcecados por espirais trágicos e efeitos dominós - outra característica da dupla -, os Coen traçam aqui uma divertida sátira ao judaísmo, numa película com pano para diversas interpretações e difícil classificação de gênero.
A trama se desenvolve nos anos 60 pré-Woodstock onde Larry Gopnik (Michael Stuhlbarg), pai de família, judeu e professor universitário, tenta entender alguns infortúnios que começam a lhe acontecer em sequência. Sua esposa quer o divórcio para se casar com o viúvo Sy Ableman (Fred Melamed, que lembra muito Francis Coppola). Um aluno coreano quer suborná-lo a todo custo. O vizinho quer tomar parte do seu terreno para construir uma casa de barcos. Arthur (Richard Kind), seu irmão desempregado e viciado em jogo, está vivendo as suas custas.
A vida de Larry está desabando frente a seus olhos, sem que consiga compreender o porquê. Disposto a encontrar uma resposta divina, ele busca ajuda de líderes religiosos para tentar resolver essas dúvidas filosófico-existenciais. Vã tarefa em sua jornada. Todos os rabinos contam histórias mirabolantes que não servem de propósito para ele. Seu mundo sério cai, Larry, se vê sem casa, família e ainda recebe cartas anônimas o ameaçando no emprego.
O roteiro dos irmãos Coen está sempre colocando o personagem numa série de conflitos éticos, testando sua integridade moral. Cada cena serve de pilar para sustentar a trama e não há palavra ou gesto que seja dispensável (embora algumas digressões façam parecer justamente o contrário).
As comédias de humor-negro da dupla são assim, sempre explorando personagens complexos, quase cartunescos, sem nenhum rasgo de humanidade que possa redimí-los. Toda a filmografia deles é baseada neste quesito ou na ambientação da trama no centro-oeste americano (região onde cresceram). Judeus eles próprios, aqui, muitas das situações são apresentadas com uma riqueza de detalhes que certamente devem ter raízes autobiográficas.
Provocativo, sarcástico e irônico, Um Homem Sério é um filme que nos coloca no nosso devido lugar. Mostra que não adianta dominarmos a ciência, o conhecimento ou acharmos que estamos mais conectados ou informados; no final, ainda sabemos pouco – ou nada – se comparados ao Deus onipresente. “A vida é cheia de mistério”, afirma um dos personagens que cruzam com Larry. Ás vezes, a melhor forma de lidar com os problemas é dando risada da própria desgraça.
Um Homem Sério (A Serious Man)
EUA 2009 - 106 min.
Direção e Roteiro: Joel e Ethan Coen.
Elenco: Michael Stuhlbarg, Richard Kind, Fred Melamed, Sari Lennick, Aaron Wolf, David Kang.
Jonah Hill: um comediante de peso
Apadrinhado do produtor Jude Apatow, Jonah Hill despontou em Superbad - É Hoje! (2007) , apesar de ter estreado no cinemas três anos antes no pouco visto I Heart Huckabees. Hoje, é referência em Hollywoood quando o assunto é comédia. O ator de 26 anos, que já participou dos Simpsons (dublando um rabino) e do Saturday Night Live, costuma roubar cenas em papéis menores onde aparece como em O Virgem de 40 Anos, Ligeiramente Grávidos e A Invenção da Mentira.
E Jonah Hill não pára. Quatro outras comédias com o gordinho estão programadas para serem lançadas ainda em 2010. Duas delas já tiveram seus trailers divulgados.
Em Cyrus, John C. Reilly faz o papel de um quarentão que divorciou-se recentemente, mas conhece a mulher dos seus sonhos, Molly (Marisa Tomei), e ambos vêm um futuro feliz pela frente. Mas quando John conhece Cyrus (Jonah Hill), o filho de Molly, percebe que as coisas já não vão correr como ele imaginava. O garoto, que não é flor que se cheire, é o sarcasmo em pessoa e faz de tudo para afastar o novo namorado da mãe. A comédia tem direção dos irmãos Jay e Mark Duplass, e foi bastante ovacionada no Festival de Sundance no início do ano:
Em Get Him To The Greek, Hill faz o papel de um recém-contratado funcionário de uma gravadora que é enviado até Londres para se encontrar com um astro do rock britânico, totalmente fora de controle, e trazê-lo para um show no Greek Theater de Los Angeles. O amalucado personagem, Aldous Snow (Russell Brand), é o mesmo que infernizou a vida de Jason Segel em Ressaca de Amor (2007). Dirigido por Nicolas Stoller, a comédia chega ao circuitão estadunidense em 4 de junho. Aqui, em 3 de setembro.
Crítica: Educação

Nesta sua adaptação para o cinema do livro de memórias da jornalista Lynn Barber, Nicky Hornby, o John Hughes britânico, autor de pérolas como Alta Fidelidade e Um Grande Garoto, preferiu não se arriscar. Educação (exibido na 3ª Mostra Internacional de Cinema em SP com o título de Sedução), apesar do apuro técnico impecável e seu elenco irreprensível, é um filme morno, sem grandes expectativas.
A trama se passa em 1961 e acompanha a adolescente Jenny (Carey Mulligan), estudante CDF que almeja entrar para a Universidade de oxford e toca violoncelo com grande paixão. Em uma dia de chuva, a jovem pega carona com o bon vivant David (Peter Sarsgaard), e a atração é imeadiata. Mesmo sendo bem mais velho, David tem o consentimento dos pais dela, para namorar a donzela.
A relação com um homem mais velho faz com que Jenny questione o que é melhor para sua vida adulta: a educação acadêmica ou as experiências reais. Não é para menos: o namoro dos dois é um verdadeiro conto-de-fadas com direito a jantares de gala e viagens à Paris. De que valem os árduos estudos se tudo fica mais fácil quando se arruma um marido rico?
A medida que o relacionamento avança (e a intimidade com David também), a garota vai percebendo que seu pretendente não passa de um picareta refinado, que vive de roubos e falcatruas. Só então ela percebe o quão sua vida tornou-se um frágil castelo de cartas, cujo desabamento é iminente.
Carrey Mulligan tem um quê de Audrey Hepburn, e no papel de Jenny, é um verdadeiro achado. Peter Sarsgaard e Alfred Molina como o playboy e o pai opressor respectivamente, também não ficam atrás. E é este trio central que consegue sustentar o drama até o final. As inglesas Olivia Williams (uma professora) e Emma Thompson (a diretora da escola) aparecem em papéis menores que mereciam mais destaque.
Educação é o tipo de filme que o Oscar adora premiar: certinho, moralista, previsível. E bem feminino, diga-se de passagem, principalmente graças à mão da diretora dinamarquesa Lone Scherfig (Meu Irmão Quer Se Matar). Mas nem por isso, mais original. É uma revisão de histórias inúmeras vezes contadas nas telas. Se eu fosse você, esperava passar na Sessão da Tarde.
Educação (An Education)
INGLATERRA 2009 - 95 min.
Direção Lone Scherfig. Roteiro: Nick Hornby.
Elenco: Carey Mulligan, Peter Sarsgaard, Alfred Molina, Cara Seymour, Olivia Williams, Emma Thompson.
Crítica: Um Olhar do Paraíso

Antes do seu lançamento, Um Olhar do Paraíso chegou a ser considerado um dos grandes candidatos ao Oscar e também era aguardado como um dos filmes mais interessantes da temporada. Nenhuma promessa em relação a isso se cumpriu. O filme foi mal recebido pelo público estrangeiro e implodido pela crítica.
O longa é baseado no romance Uma Vida Interrompida de Alice Sabold e conta a história de Susie Salmon (Saoirse Ronan), uma garota de 14 anos, que é brutalmente estuprada e morta pelo vizinho serial killer George Harvey, ao voltar da escola. A jovem vai “morar” numa espécie de paraíso/purgatório e de lá observa seu assassino escapar da polícia enquanto planeja matar novamente. Susie tenta equilibrar seu desejo de vingança com a vontade de rever sua família e amigos. No plano terreno, todos sofrem sua perda sem saber como lidar com a dor.
A visão do paraíso proposta por Jackson é bem parecida com a de outro australiano, Vincent Ward, que dirigiu Amor Além da Vida (1998), estrelado por Robin Williams. A garota passa o tempo todo brincando e pulando ao redor das belas paisagens que formam o psicodélico lugar. Nada de útil ocorre nas terras do além. Enquanto, lá embaixo, várias situações clichês acontecem nesse meio tempo.
A morte de Susie cai como um divisor de águas sobre a narrativa, que assume um tom rancoroso. O roteiro - adaptado pelo próprio Peter Jackson, Fran Walsh e Philippa Boyens - transforma-se numa colcha de retalhos, que já foi melhor aproveitada em outras fitas do gênero pós-morte como Além da Eternidade e Ghost. Porém, se no filme com Patrick Swayze e Demi Moore a história mantinha-se em ascendência, preparando novas surpresas a cada tomada, o longa de Jackson, que começou numa onda de ótimo suspense, vai esfriando paulatinamente.
A performance de Stanley Tucci (indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante), apesar de às vezes soar caricata, é que salva o filme em diversos momentos. Irreconhecível por conta do estranho visual, o ator mais uma vez comprova ser extremamente versátil; sua aparição é intrigante e muito magnética.
Justiça seja feita: Um Olhar do Paraíso não corresponde a expectativa criada, tem poucos lampejos de originalidade, mas não precisa ser taxado como uma obra absolutamente descartável. Não é a catástrofe que a crítica anunciou, foi vítima de grandes ambições por conta da equipe do filme e, mais do que tudo, desfavorecido pela ansiedade envolvendo a adaptação do livro. Talvez, se não fosse dirigido por Peter Jackson, não haveriam tantas exigências e cobranças.
Um Olhar do Paraíso (The Lovely Bones)
EUA 2009 - 135 min.
Direção: Peter Jackson. Roteiro: Peter Jackson, Fran Walsh e Philippa Boyens.
Elenco: Rachel Weisz, Mark Wahlberg, Saoirse Ronan, Stanley Tucci, Susan Sarandon, Michael Imperioli.
Cerveja Andes Teletransporter
Divertidíssimo e muito bem bolado este comercial da Cerveja Argentina Andes. Para facilitar as escapadas noturnas masculinas e evitar confusões com as mulheres, a bebida arranjou uma solução no mínimo inusitada. Quem disse que teletransporte era apenas uma invenção de Star Trek?
O vídeo foi desenvolvido pelos hermanos da Del Campo Nazca Saatchi & Saatchi. Para quem nunca ouviu da Del Campo, ela é a 5ª agência mais premiada do mundo e levou 22 trofeus no Festival de Publicidade de Cannes em 2009.
Centurion, novo épico romano
O longa medieval Centurion, escrito e dirigido por Neil Marshall (Abismo do Medo) teve o seu primeiro trailer divulgado no final de semana. Recheado de cenas de batalha eletrizantes e lutas sanguinolentas, o filme promete trazer de volta o clima dos grandes épicos.
A trama se passa no ano de 117 A.C. durante a invasão romana da região da tribo dos pictos, hoje conhecida como Escócia. Ao adentrar nos domínios bárbaros, a lendária Nona Legião é supreendida e praticamente exterminada. Apenas 7 soldados sobrevivem e sob o comando do centurião Quintus Dias (Michael Fassbender, de Bastardos Inglórios e Fish Tank) tentam atravessar as densas florestas até alcançar a fronteira.
No seu encalço está a ex-bond girl, Olga Kurylenko (Quantum of Solace), uma guerreira picta que teve a língua cortada e a família morta pelos romanos, em busca de vingança contra os invasores. Confira:
O filme ainda não tem data de lançamento definida. Dominic West, David Morrisey, J.J. Feild, Noel Clarke e Riz Ahmed também estão no elenco.





