10 Filmes para amar o horror francês [Volume III]


Horror Francês

A violência da safra New French Extremity e as fitas francesas memoráveis de terror clássico e psicológico você já viu. Os próximos filmes incorporam algum componente sobrenatural: entidades, ocultismos e zumbis. Horror e erotismo sempre andaram lado a lado e o fabuloso contraste de alternar o sedutor com o terrível também ilustra a lista. Conheça agora o melhor do terror francês com elementos sobrenaturais ou sensuais:

10. Mutações (Mutants, 2009): Dono de uma grande refinaria contrata um cientista para inventar um aditivo que tornaria o açúcar a substância mais viciante do mundo. O ingrediente, no entanto, transforma seres humanos em mutantes comedores de carne. A infecção não é instantânea e dá ao espectador uma falsa sensação de esperança, combinando o elemento psicológico com as características de um filme de zumbi tradicional.

9. Eden Log (Eden Log, 2007): Um sujeito acorda dentro de uma caverna com amnésia, sem lembrança alguma de como foi parar ali ou do que aconteceu com o homem cujo corpo se encontra ao lado dele. Visivelmente feito com poucos recursos e cheio de ação, a fita apresenta algumas ideias originais e é ideal para fãs de filmes futuristas pós-apocalíptico.

8. Legião do Mal (La Horde, 2009): Ao norte de Paris, uma equipe de policiais corruptos e criminosos se unem para enfrentar um apocalipse zumbi, enquanto interagem com cautela. Os mortos-vivos são do tipo clássico, insanos e sedentos por sangue; a diferença é que os vivos não confiam uns nos outros e se envolvem em muitas brigas, semelhante a um filme de ação.

7. Livid (Livid, 2011): O enredo gira em torno de uma moça chamada Lucy, que está começando seu treinamento para trabalhar como cuidador de idosos. Durante a visita à casa de uma senhora que está em coma cerebral, a moça descobre que anos antes ela havia colocado um grande tesouro dentro de uma das muitas salas fechadas da casa. Seu desespero financeiro é tanto que Lucy decide voltar a casa com seu namorado e irmão em busca do suposto tesouro, mas é surpreendida por um segredo fantasmagórico.

6. Jogos Sinistros (Un Jeu d’Enfants, 2001): Com referência clara ao clássico Os Inocentes de Jack Clayton, a história é de uma família que enlouquece lentamente após receber uma estranha visita. O filme de Laurent Tuel é uma pequena obra-prima na construção de angústia sem necessidade de grandes efeitos, sugerindo que o horror pode se esconder dentro da sua própria casa.

5. Sinais do Mal (Malefique, 2002): Um ótimo exemplo de como um filme de terror pode ser eficaz com nada além de uma trama bem executada. A fita se passa em uma cela, onde quatro prisioneiros tem um único objetivo em comum: sair. Este longa tem muito em comum com as histórias de Clive Baker, construído com perplexidade e muita tensão.

4. As Uvas da Morte (Les Raisins de La Mort, 1978): As obras de Jean Rollin são um gosto adquirido, não há duvidas que o universo criado pelo cineasta pode ser um obstáculo para muitos. Este é sua versão pessoal para filmes de zumbis. Quer dizer, não é exatamente de zumbi, mas este é o gênero mais próximo que você pode categorizá-lo. A atmosfera mórbida e surreal do longa – com um toque de erotismo – é o grande destaque.

3. The Perverse Countess (La Comtesse Perverse, 1974): A trama se desenrola quando um jovem casal encontra uma mulher que alega ter sido vítima de um casal aristocrático. De natureza erótica e exótica, é um belo filme de Jesus Franco, um dos poucos diretores que consegue utilizar a nudez e o erotismo femininos com uma força poética que vai além do simples registro descartável do corpo desnudado.

2. Lábios de Sangue (Lévres de Sang, 1975): Mais uma direção marcada pela sensualidade e assombro que saiu da mente de Jean Rollin. Na trama, homem vê a fotografia de umas ruínas em um cartaz publicitário e percebe que aquele lugar fora cenário de um momento marcante de sua infância, da qual ele pouco se lembra. Um dos melhor longas de Rollin, a obra carrega seu gosto habitual por detalhes excêntricos e idiossincráticos.

1. Possessão (Possession, 1981): Um marido distraído está certo de que sua esposa está o traindo e ao investigá-la, é levado a enfrentar um caótico turbilhão de emoções. O diretor e roteirista Andrzej Zulawski afirmou ter escrito o roteiro durante seu divórcio conturbado e o resultado é uma obra de horror inquietante, complexa e totalmente fundamental.



  • Henrique

    Opa, vou correr atrás dos que ainda não conheço. Malefique foi uma grata surpresa e Possessão é simplesmente o filme mais estranho que eu já assisti.

  • luciana

    Faltou Alta Tensão, A Invasora, Martyrs, A Invasora…

  • Linda

    Vou começar a ficar de olho no cinema francês 😉