Crítica: R.I.P.D. – Agentes do Além


Baseado no pouco conhecido gibi homônimo de Peter Lenkov, Lucas Marangon e Randy Emberlin publicado pela editora Dark Horse em 1999, R.I.P.D. – Agentes do Além nada mais é do que uma mistura descarada de Homens de Preto e Os Caça-Fantasmas. Dirigida pelo cineasta alemão Robert Schwentke (Te Amarei para Sempre), a aventura sci-fi aposta nos elementos que fizeram o sucesso das duas franquias anteriormente citadas – parceiros que inicialmente não se bicam para depois se tornarem melhores amigos, piadinhas nos momentos mais tensos, monstros sobrenaturais, movimentadas sequências de ação – mas acaba se perdendo numa trama fraquinha e muito mal escrita.

Na história, acompanhamos o calvário do policial Nick Cruz (Ryan Reynolds) que se mete em uma confusão e acaba assassinado por seu “melhor” amigo (Kevin Bacon). Após o óbito, em uma espécie de rito de passagem, ele vai parar num limbo onde é interrogado e designado ao R.I.P.D., departamento de polícia do além. Para ajudá-lo em suas tarefas, ganha como parceiro Roy, um oficial veterano que trabalha com atividades sobrenaturais desde os anos 1800. A missão de ambos é manter a paz na terra dos vivos, volta e meia ameaçada por entidades demoníacas.

O elenco tinha tudo para dar certo (e salvar o filme) mas acaba desperdiçado, prejudicado pelo roteiro bobão e sem graça. Ryan Reynolds (Lanterna Verde) tem uma de suas piores atuações na carreira, parece até que esqueceu qualquer pingo de emoção no camarim. Jeff Bridges (Bravura Indômita), coitado, ao melhor estilo Oswaldo Montenegro e com um sotaque carregado de delegado texano do velho oeste, até que se esforça para fazer graça, mas os diálogos não ajudam. Nem a simpática e bonita Mary-Louise Parker (Red 2 – Armados e Ainda Mais Perigosos) consegue se safar desta bobagem.

A ação parece ter saído de um videogame de terceira categoria. Entre carros quebrados, cenários destruídos e muitos monstros disformes pipocando aqui e acolá, os efeitos especiais não convencem muito. Mas o maior problema de R.I.P.D. é mesmo a história, repleta de clichês e personagens estereotipados. Como se sabe, a história é a “alma” de todo e qualquer filme, mesmo aqueles que não trazem como tema o sobrenatural.

(1.5/5)
R.I.P.D. – Agentes do Além (R.I.P.D.)
Estados Unidos, 2013 – 109 min.
Direção: Robert Schwentke. | Roteiro: Phil Hay e Matt Manfredi.
Elenco: Jeff Bridges, Ryan Reynolds, Kevin Bacon, Mary-Louise Parker, Stephanie Szostak.