Crítica: Os Escolhidos


Com base nos cartazes e trailers que destacaram intensivamente que este filme é dos produtores de Atividade Paranormal e Sobrenatural, era de se imaginar que Os Escolhidos seja mais um bom exemplar de filmes de terror. Um pouco diferente dos outros em questão de gênero, o enredo atravessa entre horror e ficção científica, mas definitivamente não é ambicioso como os outros de mesma produção.

A fita começa com uma citação atribuída ao escritor de ficção científica Arthur C. Clarke, deixando claro ao espectador qual é a natureza do filme. Sim, alienígenas. Uma típica família suburbana começa a passar por experiências estranhas em sua casa, ocorrendo com todos os membros da família. Estes eventos vão desde alergias na pele, seguido por fotos desaparecendo misteriosamente dos quadros e até uma invasão de pássaros batendo contra as janelas da casa. No desenrolar da história, torna-se cada vez mais claro que uma entidade alienígena quer algo com a família Barret. As crianças parecem ser os alvos desses intrusos invisíveis, então Lacy (Felicity Huffman) e Daniel (Josh Hamilton) tem que correr contra o tempo para tentar salvar sua família.

Tal como os filmes citados dos mesmos produtores, a composição é a mesma: ruídos inesperados ecoando pela casa, crianças e adultos agindo estranhamente, um especialista é convocado para ajudar no caso. Temos até o papai idiota que não vai acreditar nas evidências mesmo que estejam debaixo do seu nariz, um dos grandes clichês do terror, em especial nos últimos anos.

Ainda assim, soa mais como um thriller psicológico sci-fi do que terror, por isso, se você está pensando em qualquer tipo de experiência visual de ficção científica, abaixe as expectativas. O orçamento de US$ 3,5 milhões parece ter sido gasto em arranjo da história e atores. A computação gráfica, que costuma ser um ponto alto em obras de invasão extraterrestre, não é um ponto alto da fita. Também não espere nenhuma cena macabra que vá ficar martelando na sua cabeça por um tempo; os sustos são pontuais e fracos. No geral, o elenco fez um bom trabalho e a realização é tão boa quanto a maioria das produções hollywoodianas do gênero, porém, dificilmente alguém sairá do cinema achando o longa brilhante.

Os Escolhidos não é um grande filme mas é um pouco melhor que a média. Não é tão criativo, divertido ou memorável, mas funciona como um thriller de ficção científica. Pode ser uma experiência interessante para quem não está saturado de ver essas ideias se repetindo em tantos filmes de terror. Para quem já viu o suficiente, espere por algo mais marcante.

(2.5/5)
Os Escolhidos (Dark Skies)
Estados Unidos, 2013 – 97 min.
Direção e Roteiro: Scott Stewart.
Elenco: Keri Russell, Josh Hamilton, Dakota Goyo, Josh Hamilton, J.K. Simmons.

  • dcloko

    Título original: Dark Skies
    No brasil: Os Escolhidos

    (+facepalm)

  • William

    achei o filme muito ruim, parado e pareceu mais uma briga do casal. demora para ter tensão ou ficar mais apavorante.