Faleceu Ray Harryhausen, pioneiro dos efeitos visuais no cinema


Ray Harryhausen ao lado de um das suas célebres criações

O mestre dos efeitos visuais Ray Harryhause faleceu nesta terça-feira (07) em Londres, aos 92 anos. A informação foi publicada no Facebook da Ray and Diana Harryhausen Foundation pela família do artista. Pioneiro na animação em stop-motion – modelagens fotografadas quadro-a-quadro para dar a sensação de movimento -, Harryhausen trabalhou em filmes como Fúria de Titãs (1981), Simbad e O Olho do Tigre (1977) e Jasão e o Velo de Ouro (1963), onde deu vida a dinossauros, esqueletos e criaturas mitológicas.

Nascido em Los Angeles em 29 de junho de 1920, sua paixão pelo cinema nasceu ao assistir King Kong (1933), clássico em preto e branco dirigido por Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack, cuja estreia assistiu em 1933 ao lado do amigo de infância, o escritor de terror e ficção científica, Ray Bradbury – falecido em junho de 2012.

Ao longo de 40 anos de carreira produziu 17 filmes, se encarregou dos efeitos de 15 e dirigiu 9 curtas-metragens. Durante este período, nunca recebeu um Oscar em reconhecimento ao seu trabalho. Em 1992, a Academia de Hollywood reparou a gafe entregando a Harryhausen uma estatueta honorária por sua contribuição tecnológica a indústria cinematográfica.

Sua obra influenciou diretores e produtores de várias gerações, hoje renomados, que aproveitaram a ocasião para prestar homenagens ao artista. “Todos os que praticamos a arte da ficção científica e os filmes de fantasia sentimos que nos apoiamos nos ombros de um gigante. Sem a contribuição de Ray ao imaginário coletivo, não seríamos quem somos”, declarou o diretor James Cameron. Steven Spielberg acrescentou: “Ray, sua inspiração permanecerá conosco para sempre”.