Crítica: G. I. Joe – Retaliação


Após o grande sucesso de bilheteria do primeiro filme da saga, o grupo de elite G.I.Joe – aqueles bonequinhos oitentistas batizados de Comandos em Ação no Brasil – voltam aos cinemas em G.I. Joe: Retaliação, depois de vários adiamentos por conta da conversão para 3D e refilmagem de algumas cenas. No comando da película está o diretor californiano Jon M. Chu, cujo trabalho mais conhecido é o documentário Justin Bieber: Never Say Never.

O roteiro é raso e as informações são aceleradas. Mas, por incrível que pareça, as gracinhas dos personagens aproximam o público da fraca história. Liderados, a princípio pelo Comandante Duke (Channing Tatum), desta vez, o esquadrão de elite se vê envolvido numa conspiração política onde são denunciados pelo Presidente do seu próprio País como criminosos e desertores. A alta cúpula governamental foi tomada pela organização criminosa Cobra e os heróis precisam impedir que o maquiavélico plano elaborado pelo Comandante Cobra destrua o planeta. Para tanto, contam com a ajuda surpreendente de um ex-inimigo.

Com cenas de ação a todo instante, muitos tiros e explosões, o enredo passa ao espectador a sensação de estar dentro de um trailer interativo de um novo console para game. As sequências de luta são muito bem dirigidas, melhores que as cenas de pirotecnia. O duelo de espadas envolvendo ninjas no alto de uma montanha é muito bem filmada e empolgante. Outros destaques ficam por conta do Capitão Colton (Bruce Willis fazendo o papel de Bruce Willis) e seu colesterol alto, rendendo trechos impagáveis e o Presidente Fake que joga Angry Birds.

O filme despenca quando insiste nas cenas dramáticas. Como não há desenvolvimento dos personagens, nos momentos de dor, medo ou perda, nenhuma emoção é passada. Um padrão recorrente nos filmes de ação, muita atitude e pouco sentimento. De interessante e curioso, resta a surpreendente trilha sonora. Uma canção inédita da banda Aerosmith, “Legendary Child”, poderá ser ouvida no filme. A música foi gravada em 1993 para o álbum Get a Grip, mas acabou ficando de fora e nunca foi lançada comercialmente.

G.I. Joe: Retaliação arrecadou US$ 130 milhões mundialmente em seu final de semana de estreia e a Paramount satisfeita com o resultado, já deu sinal verde para uma nova sequência. O Brasil colaborou com parte desta grana, o que prova que filmes descerebrados com ação non-stop, armas de última geração e aparelhos tecnológicos agradam ao público nacional. Ao menos, aqueles que não se importam com a história e se divertem apenas com a boa e velha pancadaria.

(2/5)
G. I. Joe – Retaliação (Idem)
Estados Unidos, 2013 – 110 min.
Direção: Jon M. Chu. Roteiro: Rhett Reese, Paul Wernick.
Elenco: Dwayne Johnson, Adrianne Palicki, Channing Tatum, Bruce Willis, Ray Stevenson., DJ Cotrona.