"American Horror Story" e sua salada de clichês


Antes que qualquer coisa seja dita, é bom lembrar o fato de que os escritores da série American Horror Story, Ryan Murphy e Brad Falchuk escreveram também Nip/Tuck, que tem várias imagens desconsertantes assim como a “alegrinha” Glee, que também é um terror, mas em outro contexto.

Os três primeiros episódios da primeira temporada de American Horror Story são instigantes. Tem uma assinatura de imagem que lembram O Silêncio dos Inocentes, com direito a câmeras voyeur e outras coisas perturbadoras como aquela macabra abertura. A trilha lembra o filme Jogos Mortais, talvez pela presença do compositor Charlie Clouser, que tem um pé tanto no filme citado, quanto na série. Passados estes três capítulos do primeiro ano, a suposta série de terror, não causa mais noites de insônia, descendo ladeira abaixo. Também pudera. A dupla dinâmica “casarão antigo e espiritismo” passa de clichê para chatice mesmo.

A história é sobre uma família que se muda para uma velha mansão em busca de resolver os problemas que estavam separando pai, mãe e filha adolescente. Novos problemas surgem, de ordem metafísica> espíritos de pessoas que ali morreram e vêm para atormentá-los. Ao longo da temporada são homenageados vários filmes ou personagens, como Psicose e Dr. Frankenstein. Depois de alguns episódios, uma subtrama chata sobre uma ex-amante vingativa é inserida, para piorar a coisa. Não bastasse, a salada de clichês consegue ficar ainda mais indigesta quando a filha do casal se descobre morta no maior estilo O Sexto Sentido. No sentido ruim, é claro. Nem a presença da veterana Jessica Lange (Cabo do Medo) salva, mas para isso que existem os reboots.

Apesar do sucesso e da renovação para a 2ª temporada, muitos espectadores reclamaram do Season Finale com clima de Nosso Lar – família feliz que se reencontra do outro lado. Os produtores então, decidiram pegar boa parte dos atores, trocar seus papéis e os colocar em um novo contexto, um manicômio. Algo bem mais interessante.

A segunda temporada já uma outra história. Literalmente. A começar pelo casal que adentra uma mansão mal-assombrada, fazendo praticamente uma piada com a temporada anterior. A dupla é atacada por farsantes se passando por um famoso assassino (do seriado) que aparece na sequência para matar todos. Voltamos no tempo para 1964 no intuito de explicar a origem deste serial-killer esfolador de peles.

Apesar dos casos de possessão por demônios e possível abdução alienígena, querendo colocar tudo como farinha do mesmo saco, a nova temporada de fato se baseia num terror mais palpável e apresenta personagens mais profundos, como uma freira com passado duvidoso, um doutor (nazista) maluco, que faz seus experimentos em pacientes vivos e a jornalista que é posta injustamente naquele ambiente junto com o suposto e famoso assassino. Quando um psicólogo bonzinho (Zachary Quinto de Star Trek) tenta ajudá-la, torcemos pela garota, só para vê-la escapar da frigideira para cair no fogo.

A ideia central desta nova temporada parece mais real, um mundo cheio de gente pirada. Dentro ou fora daquele manicômio, passando por perversões sexuais, psicoses, neuras, entre outras coisas malucas. Definitivamente se você gosta de terror, vista sua camisa-de-força e pule direto para a segunda temporada.

Todas as terças às 23h no Canal Fox

  • Thiago

    O comentário sobre o glee foi totalmente desnecessário. Eu diria que foi até quase-homofóbico.

    • Jackson

      desnecessário? sim. Quase homofóbico. Não.

    • Jota

      Concordo com você Thiago, o artigo ficaria melhor sem aquele comentário desnecessário sobre Glee..

      • Oppie

        Glee é uma bosta mesmo. Agora homofóbico? Onde?

        • canasucker

          como a "alegrinha" Glee… auahuAHuAHuaHauh

    • Matheus

      Homofóbico foi o seu comentário. Você acha que a série é para homossexuais porquê? Otário. Eu não curto a série, mas dizer que é uma série homossexual e dizer que não se pode falar que a série é uma bosta é homofóbico é tão idiota quanto cota racial que é um preconceito feito para tentar "corrigir" outro preconceito…

  • Preconceituoso e separatista é achar que Glee é uma série para homossexuais, ou que a alegria é propria e exclusiva dos mesmos.

  • Jackson

    Realmente a 1º temporada é mais um comic terror do que o terror em si. Essa nova temporada se mostra bem mais interessante, apesar de achar a parte das abduções algo desnecessário para a série. Contudo, a história dos personagens é algo que envolve e intriga a cada episódio.

  • Lanette

    Esta segunda temporada está ótima. Não é a toa que já renovaram!

  • jéssica

    Concordo com oq vc escreveu, a 1 temporada começou muito boa, assisti em plena felicidade rsrs, parecia q tudo era bom no começo, assustava bastante e me faz até ter esperanças q hoje em é possível ter séries boas de terror, como teve antigamente, como Contos da cripta etc, mas foi se enchendo de clichês e quando vi tava um terror no estilo Gasparzinho, fantasminha camarada ¬¬, ou aqueles filmes de ” terror ” da Disney ou seja uma tremenda besteira, essa segunda temporada comecei a assistir, devo ter assistido uns dois episódios, mas sei lá não curti muito, não consegui me envolver, aquela coisa mais do msm sabe, até então q me esqueci da série e nunca mais assisti rsrs, mas relembrando agora, vou começar a assistir de novo quem saber à uma esperança

  • Vera Mazae

    O cara escreve um texto show sobre AHS e o povo cisma com uma bobagem de comentário sobre "Glee". Gente, é muito dificil encontrar meninos que gostem da série, sabia??

  • Thiago

    É mesmo? E por causa disso só gays assistem a série?

    É este tipo de coisa que acho intolerável. Uma pessoa que se veste só de preto é emo, um cara com cabelo garnde e camisa do "Nirvana" só pode ser roqueiro, homens que assistem Glee são "alegrezinhos….

    Bato palmas para quem está em pleno séc. XXI e pensa isso.

    Só mostra que a abordagem do Ryan está errada e que as pessoas tem e sempre terão preconceito.
    50 anos atrás, os negros tinham que se sentar no fundo do ônibus pois só assim não eram vistos com olhares tortos pelos "brancos".

    Tenho um irmão gay que não curte glee. Sabe por quê? GAys gostam de homens.

    • Juh

      gstei cara :) apesar da história ser sobre AHS e ta tomando outro rumo, mas axam q todo homem q ver é gay… tem episodio xato e tem episodio legal, o pessoal canta bem e tem umas historias bacanas por traz gsto das 2 AHS e glee (Y)

  • Mateus

    Eu não acho que ele tenha classificado "Glee" como seriado gay. Convenhamos que a série tem disso, mas não foi o que ele quis mostrar, até por que a matéria não fala sobre isso.

    Posso estar errado (e que o autor me corrija), mas eu creio que ele apenas comparou AHS, que é uma série de "terror" com Glee, que a torna bastante "alegrinha" em comparação. Ele poderia ter colocado outras séries no lugar de Glee, pra comentar.

  • Diego Orge

    Como o texto não é sobre "Glee" não me alongarei neste comentário. O fato é que não me agrada a série, pois parece um comercial musicado de quarenta minutos com cota especial para deficiente físico, negros, obesos e outras imagens estereotipadas – sou da opinião de que estereótipos são uma representação muito pobre da humanidade.

    Com relação a associar o meu texto a um comentário homofóbico me parece absurdo. De onde se tirou a conclusão? Da palavra "alegrinha"? Ou de que é um terror?

    De qualquer modo associação feita é extremamente inverídica, afinal a alegria não é condição própria ou única dos homossexuais, mas sim de todo e qualquer ser humano. Já com relação ao terror acho ainda menos necessário esclarecer.

  • Inácio

    Acho q o autor comparou o AHS com o glee pq uma é de terror e a outra é um terror no sentido de ser ruim ou chato,sei la

  • Victor

    Vocês tiveram a astúcia de ligar "alegrinha" com homossexualidade??? HAHAHAHAHAHAHA

    Pelo amor…

  • Thiago Guedes

    Quem olhou o primeiro parágrafo sendo mais atento a alguns detalhes percebeu isso.

    Tenho grande respeito pelo "GETRO" mas esta foi a última vez que li algo que tenha sido criado pelo autor "Diego Orge".

  • Amigos, o nosso site jamais endossaria um artigo homofóbico. O autor tem direito de não gostar do seriado "Glee" e já explicou – logo mais acima – os motivos que o desagradam na citada série.

  • Faatz

    É incrível como uma pessoa pode ser ignorante ao ponto de ver preconceito onde não tem. Mais hoje em dia, as coisas são assim, por qualquer comentário você pode ser homofóbico, preconceituoso e até racista.. Enfim, parabéns pelo artigo Diego, e realmente, essa nova temporada de AHS esta muito boa, consegue te prender e deixar ansioso para o próximo episodio x)

  • Carlos Frogman

    Eu também adorei o texto. Não ligue para este povo "Senque", Diego.

    SEM O QUE FAZER!

  • Diego Orge

    Quero agradecer a todos que leram e comentaram sobre o texto. Vocês enriquecem muito o trabalho e dão um ótimo feedback para continuar escrevendo!

  • raimundo

    So uma correçao o seriado e na terça feira apartir das 11 da noite.

  • Jackie

    Eu gostei bem mais da 1a. Temporada de American Horror Story. Concordo que os primeiros capítulos foram bem mais interessantes, mas não acho que a história tenha se perdido ao longo da temporada. Já a 2a., para mim, não está tão boa, pois não assusta, é uma mistura desordenada de histórias que muda a cada capítulo (tipo do nada o dr bonzinho virou do mal). Gosto quando a série tem uma sequência, em um contexto lógico, nos obrigando a assistir os capítulos em ordem cronológica.

  • josiaslouco

    Clichês? rsrsrs Foi isso que disseram de The Walking Dead… dêu no que dêu…

  • Alanna

    Glee é um lixo infanto-juvenil, verdadeiro terror, até tentei assisti mas não dá.

    Enfim, apesar da série AHS ter seus defeitos como se perder no contexto, muita informação em uma série só, sou viciada e assisto todos os capítulos e os atores pelo menos convencem.

  • Entao, na verdade eu já não curti muito não hein !

  • Dani

    Não concordo com o texto.
    Achei a primeira temporada inovadora. Gostei da forma como a história foi contada, a dinâmica entre vivos e mortos, até mesmo a ideia de manter os atores e modificar a sinopse para a proxima temporada. O maior problema que vi em AHS foi da metade pro final quando eles meio que se perdem pois começam a entrelaçar tantas histórias que fica meio bobo o final.
    A segunda temporada está ótima e acho que acertaram a mão.

  • Hellen

    Concordo com a crítica. A segunda temporada é infinitamente melhor que a primeira.

  • Wender

    Achei que o comentário sobre Glee não foi nem um pouco homofóbico. Mas concordo que foi desnecessário e um pouco ofensivo. Cada 1 tem direito de gostar do que quiser, seja o que for.