Crítica: Dois Coelhos


Você já parou para pensar qual é o sentido de sua vida? Dois Coelhos, faz refletir sobre a sociedade e as conseqüências de nossos atos, através de seu personagem principal que possui um plano mirabolante para fazer justiça com as próprias mãos. O longa aborda uma temática atual e possui muitos efeitos nas suas sequências de ação, com direito a cenas à la Sucker Punch e outros filmes do gênero.

Pensado para agradar ao público jovem pouco afeito ao cinema brazuca, a obra de estreia do diretor paulistano Afonso Poyart traz referências a Quentin Tarantino (Pulp Fiction), Robert Rodriguez (Sin City), Christopher Nolan (O Cavaleiro das Trevas), David Fincher (A Rede Social), ao game GTA Vice City e histórias em quadrinhos.

Na trama, o jovem Edgar (Fernando Alves Pinto, de Nosso Lar) é um nerd altamente ligado em videogames que, após provocar um acidente de trânsito, é absolvido e decide passar dois anos fora do Brasil. Em seu retorno ao país, é tomado por uma crise de consciência e elabora um plano nada trivial para acabar com bandidos e políticos corruptos utilizando muita tecnologia.

A medida que a fita avança, vemos segredos sendo revelados montando assim um quebra-cabeça engenhoso, com um final surpreendente. O roteiro boomerang fora de cronologia, tenta preencher todas as lacunas, uma pena que chega a ser confuso em determinados momentos. A história, que vai se formando aos poucos, traz muita informação no início do filme e isso atrapalha a ligação com o espectador.

O frenético trailer de Dois Coelhos rodou pela internet e agradou à muitos cinéfilos, que identificaram no filme nacional uma linguagem típica das produções norte-americanas. O problema é que o longa abusa dos efeitos visuais. As técnicas utilizadas são de primeira linha, porém, como isso vira prática freqüente durante os 108 minutos de duração, parte do público pode se sentir incomodado. Exageros à parte, vale pela criatividade.

(3/5)
Dois Coelhos
Brasil 2012 – 108 min.
Direção e Roteiro: Afonso Poyart.
Elenco: Fernando Alves Pinto, Alessandra Negrini, Caco Ciocler, Marat Descartes, Thaíde, Robson Nunes.

  • bruno

    eu acho que ja tava na hora do cinema brasileiro sair um pouco do monotono romance comedia romance comedia tropa de elite realmente saiu desa linha e agora esse filme o cinema brasileiro realmente ta digno de se gastar dinheiro com um imgreso de cinema

    • cristiano william

      concordo cara tomara q continue evoluido assim mais e mais

  • Albatross

    embora ñ seja um modelo de filme novo (o próprio raphael camacho citou tarantino e eu complemento com guy ritchie) é um roteiro muito bem bolado. concordo com o crítico que em alguns momentos, a trama, de tão detalhada, chega a ficar confusa. porém, simplifica perto do final do filme quando o desenho dela (literalmente falando) é mostrado. os efeitos no filme ñ atrapalham em nada o andamento dele; pelo contrário, enriquece a história ñ o tornando numa película monótona. atuações convincentes dão o toque de ouro que a película precisa e a do protagonista… bem, não poderia ser outra pessoa senão o fernando alves pinto. ficou muito manera a atuação dele. pra mim, na minha opinião de merda, 2 coelhos é um dos melhores filmes desde a reascenção do cinema nacional. diversão garantida num tom reflexivo, pois a película tem conteúdo. 6,3 é uma nota muito aquém do filme, mas… quem importa? vc precisa ver pra entender.

  • Fwinkler

    Só acho um erro dizer que o filme é para "jovens pouco afeito pelo cinema nacional" por dois motivos , não é um filme apenas para jovens e não são só eles que são pouco afeitos pela industria brasileira de cinema…convenhamos isso é unanime…todos , a não ser os realizadores , estão de saco cheio desse mesma formula manjada , sem progresso e pseudo intelectual…Entendo a compração com os filme norte americanos mas isso não quer dizer que as referencias que Afonso Poyart usou torna 2 coelhos Hollywoodiano ele apenas traz a linguagem pop para sua narrativa , coisa que é muito comum nos EUA mas isso não é algo exclusivo para eles…

    • Matheus Ferrari

      Falou tudo.
      é só sair da linha "intelectual", que falam mal…
      se esse é cópia dos norte americanos
      outros sao copias de europeus.
      nunca é cinema brasileiro sempre tem comparação, acho isso uma babaquice!
      O filme é maravilhoso, tem efeitos na medida, pois agrega valor a trama, e é comfuso só pra quem fica comendo pipoca, ao inves de prestar atenção no filme.

  • Esse parece ser bom, fiquei ansiosa pra assistir.

  • Danielle

    Overdose de efeitos especiais… e lá vamos nós macaqueando o povo do norte. A trama ficou em segundo plano e perdeu clareza para beneficiar o ritual explosivo hollywoodiano sim.
    Continuo aplaudindo Cidade de Deus, obra prima com emoção, ação e alma brasileiros.

    • cristiano william

      o rapaz se tu achou cópia dos de hollywood os filmes americanos são cópias dos europeus e ninguem os julga por isso pq?
      pq são americanos e tudo mundo paga o pau é melhor vc abrir os olhos e ver q os filmes americanos são só adaptações e os nossos não são originais como 2 coelhos pelo menos nas histórias

  • mauricio

    Poderia os diretores brasileiros investirem em filmes contanto a partes da história do brasil, mas contanto o real, sem apelo a sexo, como ocorre em todos os filmes.