Crítica: Noite de Ano Novo


Noite de Ano Novo

“Como fazer comédias românticas” segundo o diretor Garry Marshall: Reúna muita gente famosa, coloque-os em situações com alguma temática festiva, arranje um final feliz e… jogue o roteiro fora. O resultado disso é Noite de Ano Novo, “sequência” de “Idas e Vindas do Amor” (que já seguia esta fórmula mágica), também dirigido por Marshall.

Muitas histórias se estabelecem na expectativa do novo ano que chega: Um ilustrador de coração partido fica preso no elevador com uma cantora; uma mãe enfrenta dificuldades com a filha de 15 anos; dois casais se preparam para a chegada dos novos integrantes de suas famílias; uma organizadora de um dos mais badalados eventos de Nova York enfrenta dificuldades na execução do mesmo; uma mulher solitária tenta realizar sua “lista de desejos” com a ajuda de um motoboy; um paciente e uma enfermeira encontram um no outro a saída para o eminente adeus de um deles; um empresário luta contra o tempo para reencontrar um grande amor do passado e, finalmente, uma chefe de cozinha nutre uma paixão por um astro do rock e descobre que a recíproca é verdadeira.

A sensação de assistir ao longa é a mesma de montar um quebra-cabeças. O problema é que faltam peças, pois, pouca coisa se encaixa. Há muita informação do começo ao fim e o espectador precisa estar bastante atento desde o início. O elenco é grande, recheio de rostos conhecidos do grande público, mas nem por isso sinônimos de boa atuação.

É o caso das loiras Katherine Heigl e Sarah Jessica Parker, muito limitadas no quesito atriz. A primeira está numa maré de filmes ruins e já passou da hora de ser indicada ao framboesa de ouro. A segunda, é perseguida pelo fantasma de Carrie Bradshaw, sua personagem no seriado Sex and the City. Já Asthon Kutcher, no melhor estilo Grinch (vocês entenderão a analogia quando assistirem filme), não consegue fugir dos mesmos papéis.

O cantor Bon Jovi e suas canções também marcam presença – o artista é uma espécie de Fabio Jr. da Terra do Tio Sam: cantor, ator… só falta ter filho famoso. Sophia Vergara e seu inglês enferrujado parece ter saído diretamente do set de Modern Family e até Michelle Pfeiffer surge totalmente irreconhecível (em todos os sentidos).

Salvam-se em Noite de Ano Novo a sensacional menção a Ferris Bueller (de Curtindo a Vida Adoidado, interpretado por Matthew Broderick, que também está no elenco) um dos clássicos personagens juvenis da história do cinema e a poderosa canção “New York, New York” cantada por Frank Sinatra já no final. Apesar de duas belas sequências, nada que justifique o ingresso. Que 2012 seja um ano bem melhor que este filme.

(2/5)
Noite de Ano Novo (New Year’s Eve)
Estados Unidos, 2011 – 118 min.
Direção: Garry Marshall. | Roteiro: Katherine Fugate.
Elenco: Ashton Kutcher, Jessica Biel, Katherine Heigl, Zac Efron, Robert De Niro, Michelle Pfeiffer.

  • alone

    kro assistir :)

  • Ótimo texto! Adorei o primeiro parágrafo, que resumiu de forma rápida e simples algo que tive muito mais dificuldade para explicar em meu texto. Na minha opinião, apenas Pfeiffer se salva nesse filme. O resto… Deus nos livre!

    Grande abraço

  • FER

    Adorei o texto, quando vi o trailer pensei mesmo ser um filme ruim, mas depois da critica vejo que esse é um daqueles filmes para se assistir em casa.

  • Amanda

    Esses criticos só servem pra falar mal, mas e dai né, só por causa dessa critica, esse filme nao vai deixar de fazer sucesso :)

  • julia

    aff que cara sem noção, só pq nao gostou da ideia nao precisa dizer essas coisas

  • Isabela

    bom, os atores sao otimos, o critico é pessimo e a historia é fofa

  • Nicole

    vc fica falando dos atores e do diretor, legal ein, maasss o que vc sabe fazer mesmo??? ahh é, ficar falando mal, e pq? pq vc nao sabe fazer porcaria nenhuma alem de criticar. mas criticar é mais facil do que fazer melhor né meu bem.

    • Daniele Sperle

      Esse argumento de "quero ver você fazer o mesmo" é uma das maiores bobagens que gente sem conteúdo usa para defender um ponto de vista. Já pensou, se seu pai, ao ver seu boletim todo cheio de notas baixas, comparasse com o do nerd de sua sala e dissesse "Quero ver você fazer o mesmo?"

  • Leeh

    Olha, eu vi o filme, e achei ótimo, muito fofo. Sabe, mostra coisas comuns que acontecem na vida, e coisas até que eu me identifiquei. O filme faz a gente repensar um pouco na nossa propria vida, você não gostou mais também não precisa humilhar porque a história é sim muito boa.