Crítica: Confiar

Confiar A Internet foi considerada uma das grandes invenções do século XX. A rede mundial de computadores encurtou distâncias, socializou a informação e abriu possibilidades para novos negócios. A virtualidade passou a fazer parte da sociedade moderna sobretudo entre crianças e adolescentes. Entretanto, o mundo virtual pode ser bem ardiloso como prova Confiar, drama atualíssimo, quase um “manual de sobrevivência” para pais cujos filhos menores ficam horas ininterruptas navegando na internet.

Clive Owen e Catherine Keener são os pais de uma adolescente que a presenteiam com um notebook no seu aniversário de 14 anos. A garota passa então, a dividir seu tempo entre a vida escolar e as salas de bate-papo, onde conversa online com pessoas da sua idade sobre assuntos variados. Em plena puberdade, Annie (Liana Liberato) ainda vive num molde de inocência pura, incapaz de detectar qualquer maldade em algo ou alguém.

O seu castelo de sonhos começa a desmoronar quando Charlie (Chris Henry Coffey), um dos seus amigos virtuais por quem desenvolveu uma paixonite, lhe propõe um encontro. A curiosidade e a excitação própria da idade levam-na a aceitar e, sem seus pais saberem, vai ao encontro do sujeito. O problema é que, ele é um homem muito mais velho, que a seduz e se aproveita dela sexualmente.

O diretor David Schwimmer (o Ross da série Friends) é membro de uma fundação americana que presta apoio a vítimas de crimes sexuais. Sendo assim, a obra assume-se como um projeto muito pessoal de sua carreira e, talvez por isso, nunca procure soluções imaturas ou clichês hollywoodianos. O argumento, escrito por Andy Bellin e Robert Festinger, é bem verossímil, tornando-se frio e até desconfortável em alguns trechos, mas a mensagem é muito relevante para ser ignorada.

Se Confiar consegue despertar a atenção do espectador para este problema social sério e preocupante, parte do crédito precisa ser dado ao quarteto formado por Owen, Keener, Liberato e Viola Davis (uma psicóloga) que, extremamente empenhados em seus papeis, brinda-nos com interpretações fortes e sem exageros. Impossível não se identificar com o sofrimento dos seus personagens. Um filme educativo que deveria ser exibido nas escolas com a presença de pais e filhos.

(4/5)
Confiar (Trust)
Estadous Unidos, 2010 – 106 min.
Direção: David Schwimmer. | Roteiro: Andy Bellin e Robert Festinger.
Elenco: Clive Owen, Catherine Keener, Liana Liberato, Viola Davis, Jason Clarke, Chris Henry Coffey.

  • Eduardo

    Parece ser bom. Assistirei o mais rápido que puder.

  • aguinaldo

    Assisti ontem de madrugada…um filme obrigatório de se assistir,belíssima atuação de todos os atores e atrizes,em especial o ator Clive Owen e a atriz Liana Liberato.Recomendadíssimo.

  • viviane

    Deeve Ser ottimo não paro de ver o treiler até assisti-lo

  • Dêê Lacerda

    filmão…bem proximo do real mesmo…a gente se sente da familia