Crítica: A Inquilina

A Inquilina

Hilary Swank não deve dar muita importância aos dois Oscars de Melhor Atriz (“Meninos não Choram” de 1999 e “Menina de Ouro” de 2004) que guarda em sua estante. Só isto pode explicar o fato da jovem atriz ter topado protagonizar e co-produzir A Inquilina, suspense irregular que marca o retorno da lendária produtora britânica Hammer, célebre por realizar uma série de filmes de horror entre os anos 1955 e 1979.

Na trama, Swank é Juliet, uma médica novaiorquina, magoada com a relação amorosa recém dissolvida, desejando recomeçar a vida. Subitamente, encontra o apartamento dos sonhos, um espaçoso loft no Brooklyn com uma linda vista e por um preço irrisório. O proprietário do imóvel é o educado e galante Max (Jeffrey Dean Morgan, que já havia contracenado com a atriz em “P.S. Eu Te Amo”), sempre muito prestativo e solícito com a jovem.

Estaria a atarefada médica numa maré de sorte? Nem por isso. Quando a esmola é grande, o santo desconfia e Juliet percebe que algo de muito estranho acontece naquele lugar. Depois de um frustrado jantar romântico com Max, ela passa a ter a sensação constante de estar sendo observada. E que o sujeito não é exatamente aquilo que parecia ser.

Se você acha que esta sinopse entregou o filme, pode ficar despreocupado. Algo que o argumento do também diretor Antti Jokinen – finlandês mais conhecido pelos videoclips de Celine Dion, Shania Twain e Will Smith, entre outros – jamais tenta é enveredar pela moda da reviravolta final. Na primeira meia-hora de projeção, o longa acaba com todo o mistério descambando num jogo de gato e rato no melhor estilo dos slashers oitentistas, sem ânimo nem propósito para oferecer ao espectador uma conclusão decente.

A Inquilina é um daqueles filmes que se enquadram na categoria “simples entretenimento”. Não chega a ser uma decepção total, apenas é mais do mesmo. Uma obra de qualidades limitadas e talentos desperdiçados. Principalmente do veterano Christopher Lee, num papel subaproveitado “pagando favor” ao estúdio inglês que o imortalizou como Conde Drácula durante seu apogeu nos anos 1970.

(2/5)
A Inquilina (The Resident)
Estados Unidos / Reino Unido, 2010 – 91 min.
Direção: Antti Jokinen. | Roteiro: Robert Orr e Antti Jokinen.
Elenco: Hilary Swank, Jeffrey Dean Morgan, Christopher Lee, Lee Pace.

  • vanessa vasconcelos

    o filme e otimo queridinho vc e muito exigente. assistam sem medo, o filme tem otimas atuaçoes e te prende do começo ao fim. eu achei maraaaaaaaaaaaa.

  • Eduardo

    "suspense irregular que marca o retorno da lendária produtora britânica Hammer"

    Olhe bem isso aí, getro, pois o filme que marcou a volta da produtora foi o Deixe-me Entrar, não esse A Inquilina.

    Abraço.

    • Este foi produzido antes, Edu. E só lançado agora.

  • Eduardo

    Ó! Não sabia dessa. Achava que a volta da produtora foi com o Deixe-me Entrar, mas bom saber. 🙂

  • gustavo

    O filme é um lixo desmedido, apenas se salva por conseguir manter, de fato, um suspense.