Crítica: Splice – A Nova Espécie


Produzido por Guilhermo Del Toro (Hellboy, O Labirinto do Fauno), Splice – A Nova Espécie é uma ficção científica com contornos de drama familiar que tem gosto de chiclete mastigado. Vendida equivocadamente como obra de horror, a sci-fi é uma colcha de retalhos de vários filmes, entre eles A Experiência, Alien e Frankenstein. Então, se num primeiro instante você tiver a sensação que já assistiu a este filme, não estranhe.

Na trama, Clive (Adrien Brody) e Elsa (Sarah Polley) são dois engenheiros genéticos que trabalham para uma gigantesca corporação farmacêutica desenvolvendo medicamentos sintetizados a partir da criação de novos seres. Preocupados com a concorrência, decidem combinar DNA humano com o de outros animais, na tentativa de criar um híbrido que facilite a cura de doenças.

Obviamente, o resultado da experiência não sai como esperado. A nova espécie, batizada de Dren (Nerd ao contrário), é desprovida de fala, possui calda, pernas semelhantes a de uma avestruz e cresce em ritmo acelerado. Esconder a criatura começa a se tornar uma tarefa difícil, e o casal de cientistas perde o controle da situação.

Splice até tenta levantar questões morais sobre os limites da ciência, clonagens e práticas afins. Mas, a discussão sobre “brincar de Deus” soa irrelevante, até porque o longa faz as mesmas perguntas que voce já viu em muitos outros (e melhores) filmes de ficção científica.

É bem verdade que o diretor Natali preferiu conduzir sua obra em outra direção, focando o tema central mais no relacionamento em família e a criação de filhos e menos nos debates quanto a ética científica. Mas, de boas intenções o inferno está cheio e, o longa degringola do meio para o fim, tornando-se previsível. A “moral da história” é tão óbvia que chega a ser pronunciada (com todas as palavras) pelos protagonistas.

Curioso perceber que Splice traz refêrencias ao clássico A Noiva de Frankenstein de 1935. Colin Clive era o nome do ator que interpretou o cientista no filme enquanto a atriz que viveu “a noiva” chamava-se Elsa Lanchester. O próprio Frankenstein original de 1931 também é citado logo no início, quando a personagem de Sarah Polley dispara “It’s Alive!”. Estas brincadeirinhas, no entanto, não são suficientes para salvar a fita da mediocridade.

(2/5)
Splice – A Nova Espécie (Splice)
Estados Unidos / Canadá / França, 2009 – 104 min.
Direção: Vincenzo Natali. Roteiro: Antoinette Terry Bryant, Doug Taylor e Vincenzo Natali.
Elenco: Adrien Brody, Sarah Polley, Delphine Chanéac, Brandon McGibbon, Abigail Chu.

  • Desde que vi os posters estava com vontade de assistir a esse filme. Acabou que o filme começou parecendo sessão da tarde, depois ficou só bobo, aí ficou bom e o final é mais ou menos. Uma loucura total, partida de uma idéia boa. O cartaz faz parecer que o filme é lindo, mas é só por causa do efeito todo. Visualmente, o filme é mediano, assim como todo o resultado final.

  • Catarina

    Com esse autor tambem quem nao fica curiosa pra ver haha até de promoçao eu to participando pra ir "gratis" hehe

  • Palera

    Crítica muito plausível. O filme é legal, mas o marketing que não o ajudou, criou um rótulo incompatível. Os atores, competentíssimos.. apesar de eu não curtir muito o Brody.

    Gosto muito das críticas do site e volto aqui com frequencia. Abs!!

    • Obrigado pela audiência e os elogios, Ju. Volte sempre!

  • ledk

    Vi o filme ano passado, um saco, quando vi o trailer pensei q era bom, mas o filme em si é uma bosta.
    Um tédio só , o filme todo vc fica com a sensação q já vi essas cena antes. srsrsr
    Não recomendo. 0,1

  • Gilberto

    Assisti em Blu-ray. O filme é bem interessante, tem cenas muito bem feitas e a mutação na personalidade da monstrinha é muito bem conduzida.

  • Matheus Iparraguirre

    Fujam desse filme, a bomba do ano! Nota "0"

  • Carinha que mora log

    Odiei esse filme cara, tive nojo, se soubece como era nunca teria assistido.O filme começa mal, desenvolve mal e termina péssimo.Não vou recomendar ele nem a base de porrada.

    *NÂO GOSTEI E NÂO RECOMENDO

  • cristiano william

    esse filme é muito ruimmmmmmmmmmmm