Crítica: 127 Horas


127 Horas, nova obra do conceituado diretor Danny Boyle (Quem Quer Ser Um Milionário?) é o último dos indicados ao Oscar de Melhor Filme que faltava estrear no país, e também o com menos chances. Não que o filme seja ruim, muitíssimo pelo contrário. Trata-se de um trabalho soberbo, um exercício de desespero e claustrofobia capaz de abalar os nervos do mais frio dos espectadores. O “problema” em relação a estatueta dourada, é que a vaga de “baseado em fatos reais” já conta com um franco favorito.

O longa conta a história do alpinista Aron Ralston que em abril de 2003, enfiou uma mochila nas costas e partiu sozinho para explorar uma área montanhosa do deserto de Utah (EUA). Acostumado a praticar canyoneering – esporte radical que exige conhecimento avançado de rafting, rapel, entre outras atividades –, ele não poderia imaginar que um deslizamento o deixaria cinco dias com o braço preso embaixo de uma rocha.

Graças a Deus, a ação de 127 Hours não é limitada apenas ao local do ocorrido, como visto no superestimado Enterrado Vivo. No intuito de manter a história ágil, Boyle usa e abusa de maneirismos gráficos, colocando o personagem para devanear sobre a vida em cenas que misturam flashbacks, fantasias e delírios. Esta fórmula torna o filme mais envolvente a medida que avança, mesmo com o cenário restrito pela trágica situação.

E, ao contrário de Ryan Reynolds no citado suspense de Rodrigo Cortés, James Franco consegue colocar o espectador a seu favor. Ele sabe impor o tom exato para cada momento de seu personagem, sem parecer forçado. Algo impressionante e dificil de encontrar, especialmente em filmes que concentram tanto a atenção em apenas um único ator em primeiro plano durante 90% da projeção. Não fosse a “pedra” Colin Firth em seu caminho, o jovem certamente teria chances na disputa pelo Oscar.

127 Horas é uma exemplar história de superação que afirma a vida a todo custo. Amparado pela excelente interpretação de Franco, a dinâmica direção de Boyle e a multifacetada trilha sonora de A.R. Rahman, o longa agrada e comove até mesmo aqueles que já conhecem o angustiante desfecho, seja através do livro “Between a Rock and a Hard Place” escrito pelo próprio Ralston ou das reportagens exibidas na TV.

(3.5/5)
127 Horas (127 Hours)
Estados Unidos / Reino Unido 2010 – 94 min.
Direção: Danny Boyle. Roteiro: Simon Beaufoy e Danny Boyle.
Elenco: James Franco, Kate Mara, Amber Tamblyn, Clémence Poésy, Treat Williams.

  • O filme é ótimo mesmo, assim como a atuação de James Franco que carrega o filme literalmente nas costas. A mistura do realismo dentro da fenda e a fantasia dos flashbacks e alucinações é perfeito para o andamento da história.

  • ET

    Filme muito bom, james Franco atuou demais nesse filme.
    Veja também a crítica no meu site.

  • Normalmente acho as críticas postadas aqui condizentes com a realidade do filme. Entretanto, nesse caso, achei o filme monótono com desenvolvimento pobre da situação. E foi uma tortura acompanha-lo até o fim.

  • sonara

    nossa esse filme é muito chato e monótono

  • Igor

    Meu Deus que filme chaaaato…..um engodo realmente.

  • leandro_barc

    Filme é bacana, apesar de não fazer meu estilo. Achei bem claustrofóbico, e passei mal na parte em que ele corta o nervo. Putz… rs