Crítica: Zumbilândia

Zumbilandia Quando George Romero lançou o seu A Noite dos Mortos-Vivos em 1968, jamais imaginou que estaria criando um sub-gênero cinematográfico que seria copiado e reciclado a exaustão. Diferente dos filmes de zumbis modernos, os longas do cineasta traziam interessantes paralelismos sociológicos através das desprezíveis criaturas. Ainda assim, algumas produções atuais surpreendem. É o caso de Zumbilândia, comédia descerebrada que consegue harmonizar inteligentemente o sadismo da violência com a extravagância do humor.

A trama não prima pela originalidade mas pelo menos não perde tempo tentando explicar como a população mundial foi transformada em mortos-vivos, partindo logo para a ação. Logo no início, de forma muito original, somos apresentados a Columbus (Jess Eisenberg), um jovem introvertido que, graças a um conjunto de regras básicas de sobrevivência criadas por ele mesmo, tem conseguido sobreviver num mundo povoado por zumbis.  Essas regras – e variações delas – servem para ilustrar situações do começo ao fim, de forma muito engraçada.

Certo dia, a beira da estrada ele conhece Tallahassee (Woody Harelson), o estereótipo do machão pós-apocalíptico, que adora matar os comedores de cérebro das maneiras mais grotescas possíveis. Esta dupla improvável junta-se mais tarde a Wichita e Little Rock (Emma Stone e Abigail Breslin), duas lindas irmãs que não confiam em ninguém e vivem de dar golpes nos outros. E sobreviver em um ambiente infestado de zumbis famintos é a única missão deles.

As fantásticas sequências sanguinárias de Zumbilândia são um espetáculo de crueldade a parte. Cortes rápidos, cenas aceleradas se mesclando com cenas em câmera lenta…tudo muito sádico bem ao gosto da geração MTV. O diretor novato Ruben Fleischer não tem medo de brincar com os elementos do trash, assim como Todo Mundo Quase Morto e Fido também fizeram brilhantemente.

Se você curte filmes de horror, Zumbilândia é um prato cheio. Mas não vá assistir ao longa esperando encontrar sub-leituras. A fita não traz nenhuma crítica social implícita como nas obras de Romero. Trata-se de uma comédia de humor negro pura e simples, cujo único objetivo é fazer rir tirando sarro dos clichês do gênero. Só a participação do “ghostbuster” Bill Murray já vale o ingresso.

(3.5/5)
Zumbilândia (Zombieland)
Estados Unidos, 2009 – 88 min.
Direção: Ruben Fleischer. | Roteiro: Rhett Reese & Paul Wernick.
Elenco: Jesse Eisenberg, Woody Harelson, Emma Stone, Abigail Breslin, Bill Murray.

  • jose savio carlos ju

    vc não sabe de nada o filme é bão demais é des para o filme ZUMBILANDIA.

  • Eduardo

    Concordo plenamente. E a cena em que aparece Bill Murray é hilária! Muito engraçada. Zumbieland não é um filme excelente, mas está à cima da média, consegue reder boas risadas. E o personagem de Woody Harelson (Tallahassee) também é muito engraçado, simpatizei bastante com ele.

    Boa crítica!

  • Belattom/

    Tem For Whom The Bell Tolls do Metallica! Isso já vale o filme!

  • JUNINHO

    eu sopirado pelo o filme aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa ele é demais 🙂

  • Melk

    cara, foi uns dos melhores filmes de zumbi qe ja assisti

    é um filme bm diferente………eu axo qe deveriam fazer documentario falso sobre zumbis, como DISTRITO 9 so qe é so aliens…

  • Carlos

    Filme muito, mas muito legal. Peguei em dvd e não resisti. Assisti três vezes .E daqueles que tem que ter a pipoca e o refrigerante do lado. Diversão garantida. E consegue ser inteligente quando se entende o objetivo de cada personagem:Garotas-> brincar no parque de diversões. Jessie->Ir na casa dos pais e ter uma garota para colocar o cabelo dela de tràs da orelha.Grandalhão(que não me lembo o nome)-perdeu o filho e quer detonar todos os zumbis(clichê de propósito), além de que para o momento estava com uma enorme vontade de comer " tinwink".