Impossível deixar passar em branco uma data tão supersticiosa e um lançamento cinematográfico icônico como este remake de Sexta-Feira 13 que estréia hoje, sexta-feira, 13. Para mim, que era um adolescente cheio de espinhas no final dos anos 80, o surgimento do VCR foi a oportunidade de conhecer e se deixar hipnotizar por aquele sujeito caladão que usava uma máscara de hockey e degolava suas vítimas com crueldade impar (estamos falando de uma época que ainda não sonhava com a série Jogos Mortais e o torture porn).
Depois das bem-sucedidas refilmagens de Halloween e O Massacre da Serra-Elétrica, Hollywood não via a hora de trazer o monstrengo de volta (Freddy Krueger é o próximo da lista) e abarrotar seus cofres com uma grana requentada. Motivos financeiros à parte, o filme foi bem recebido pela crítica especializada e pelo visto, vai dar fôlego a franquia. Segundo o site JoBlo.com, o produtor Michael Bay (também responsável pelo remake de O Massacre da Serra-Elétrica) e a Warner já pensam em uma continuação para 13 de agosto de 2010!
Sendo condescendente com a série, Jason, digo Sexta-Feira 13, bem que merecia uma versãozinha melhor. O filme original é de amargar. Isto sem falar que o “astro” da fita é a mãe desmiolada do sujeito (que aparece criança e apenas em flashbacks), traumatizada pela morte do filho, afogado no lago Crystal. O assassino do facão só apareceu no segundo filme (1981) e usava um saco para esconder sua cabeça deformada. A máscara de hockey só começou ser utilizada no terceiro longa da série, em 1982.
Érico Borgo, crítico de cinema do Omelete, já assistiu o filme e é só elogios:
O roteiro de Damian Shannon e Mark Swift, responsáveis pelo script do fraco Freddy Vs. Jason, merece elogios. Descrito como um recomeço para a série, ele não ignora os eventos do primeiro filme, que inclusive são lembrados em uma sequência de flashback que parece um presente aos fãs. A cena pré-créditos é igualmente arrasadora, dando o tom para o restante do filme com ousadia. E por falar em ousadia, palmas aos realizadores por trazer de volta o sexo ao cinema de terror. Verdeira tradição clássica desse tipo de filme, o peito de fora e a pegação na floresta estavam sumidos, de olho na censura mais amena do insano sistema de classificação indicativa dos EUA (violência pode, peitinho não).
Mais que um recomeço, Sexta-Feira 13 é um resgate a um bom e velho subgênero que andava tão combalido. E que Jason ressuscite várias vezes mais.
Bom, não vou negar que me deixou na expectativa. Estamos falando de um personagem que, somado os dez filmes, já levou mais de 200 tiros, foi esfaqueado 26 vezes, levou 5 machadadas, foi atropelado por um trator e um carro e já foi atingido na cabeça 19 vezes por vasos, 8 pedaços de madeira, um sofá, duas cadeiras, uma estante, uma televisão e sobreviveu.


















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